Cientistas criam nervos humanos funcionais em laboratório

Por Redação | em 22.11.2016 às 00h13

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Mais uma vez, a medicina e a tecnologia dão as mãos em uma descoberta revolucionária: uma equipe de cientistas conseguiu criar tecidos intestinais completamente funcionais em ambiente laboratorial, a partir de células tronco. O feito foi publicado na Nature Medicine. 

O tecido sintético em questão foi utilizado para estudar a doença de Hirschsprung, que é genética e caracterizada pela ausência de células nervosas do cólon intestinal, causando complicações na passagem das fezes.  

As células tronco são potencialmente capazes de gerar qualquer outra célula do corpo, sendo praticamente uma célula mestre, precursora de todos os nossos órgãos e tecidos. Elas foram tratadas in vitro e, após um banho bioquímico, foram capazes de iniciar a formação do tecido intestinal, como no corpo humano. Até aí, nada de novidade na área científica.

A questão inédita é que o organoide intestinal foi capaz de gerar, além do tecido de revestimento da mucosa, todo um sistema nervoso localizado. Os pesquisadores manipularam células da crista neural a fim de inicializar uma inervação completa e funcional do tecido sintético. Ao mesclarem, exatamente no tempo certo, estas células nervosas com o tecido intestinal, eles conseguiram criar um sistema totalmente funcional e bastante complexo. 

A partir do sucesso obtido in vitro, a equipe prosseguiu para o próximo passo: transplantar o novo tecido para ratos. E o resultado foi um sucesso: as estruturas criadas em laboratório funcionaram de maneira incrivelmente semelhante às do intestino humano. 

Segundo os pesquisadores, o achado mostra que, no futuro, o estudo das doenças intestinais, como a de Hirschsprung, ganhará novos horizontes, pois será possível estudar as causas e os efeitos das patologias diretamente sobre o tecido, in vitro. Fora isso, médicos e biomédicos poderão confeccionar tecidos sintéticos para tratar diversos tipos de doenças. 

Isto significa que logo mais todos os tipos de tecidos humanos poderão ser sintetizados em laboratório. É claro que, durante o processo de criação até o transplante em humanos, será preciso passar por grandes barreiras éticas, como ocorre sempre que seres humanos são envolvidos em projetos científicos. 

Fonte: Nature; Com informações do Futurism

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