Cientista brasileira está entre os 10 melhores do mundo em lista da Nature

Por Redação | em 21.12.2016 às 22h35

Cecilia Turchi

Neste ano o Brasil tem pelo menos um bom motivo para sorrir: a pesquisadora Cecilia Turchi, especialista em doenças infecciosas da Fiocruz Pernambuco, foi uma das selecionadas para integrar a seleta lista dos 10 cientistas mais importantes de 2016, elaborada pela consagrada revista Nature. 

Turchi esteve diretamente envolvida com o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao vírus da zika e a microcefalia em bebês, que neste ano foi pauta de vários jornais, revistas e periódicos, especializados ou não. Graças à pesquisadora, foram conseguidas evidências suficientes para relacionar a infecção pelo vírus com o desenvolvimento da doença, que afeta bebês nos primeiros três meses da gestação. 

“Nem no meu pior pesadelo eu imaginei uma epidemia de microcefalia em bebês”, declarou a pesquisadora em entrevista à “Nature”. 

Segundo Cecilia, o trabalho foi um desafio por não haver testes confiáveis sobre o vírus e nenhum consenso em relação à definição da microcefalia. Mesmo assim, sua dedicação e estudos conseguiram como resultado a geração destas evidências. 

"Pensar que em menos de um ano se estabelece o vínculo casual com uma doença e se levanta a hipótese e se consegue estabelecer o vinculo de associação entre a infecção congênita e a doença. É um novo capítulo da medicina", revelou a cientista, que, no entanto, lamentou o fato de que a saúde pública brasileira não conta com essa mesma rapidez em seu desenvolvimento.  

A lista também conta com pesquisadores que estudaram assuntos bem distintos. Dentre eles, estão cientistas envolvidos com projetos de ondas gravitacionais e inteligência artificial, dois assuntos que foram destaques no ano em ciência e tecnologia. Outro pesquisador incluído na lista foi John Zhang, que descobriu uma maneira de reprodução assistida que permite que uma criança nasça carregando o DNA de três pais. 

Segundo a Nature, os cientistas que aparecem na lista deste ano compõem um "grupo muito diverso". No entanto, cada uma das pesquisas desempenhou um papel de extrema relevância nos principais eventos científicos do ano.

Da Deutsche Welle (via Folha)

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