Biorreator criado em impressora 3D acelera pesquisas do vírus Zika

Por Redação | em 03.05.2016 às 23h37

Biorreator

Eis aqui um belo golpe para o povo que normalmente molda vulcões para feiras de ciência. Um estudante do ensino médio de Nova York (EUA) utilizou uma impressora 3D e suas férias de verão para desenvolver um biorreator igualmente barato e eficiente – capaz de acelerar consideravelmente as pesquisas relacionadas ao vírus Zika.

A criação de Christopher Hadiono faz uso de “minicérebros” desenvolvidos em laboratório para conduzir uma bagatela de testes. Batizado de “The SpinΩ”, o biorreator é alimentado com neurônios desenvolvidos a partir de células-tronco – algo que não é propriamente inédito, mas que normalmente envolve custos bem mais expressivos. Essas pequenas massas encefálicas, embora imperfeitas isoladamente, acabam sendo bastante úteis para testes extensivos em laboratório.

US$ 400 e uma impressora 3D

Grande parte do biorreator desenvolvido por Hadiono foi moldada utilizando uma impressora 3D comum – embora uma série de peças de precisão tenham sido necessárias para concluir o invento, deixando-o pronto para as experiências.

Biorreator

Além de possuir dimensões reduzidas, o biorreator do estudante ainda é muito mais barato para fabricar. Trata-se de algo próximo aos US$ 400, em comparação com os US$ 2 mil de um biorreator padrão. Além disso, o aparato necessita de uma quantia relativamente pequena do fluido nutritivo formado pelos neurônios. Em outras palavras, por apenas uma fração dos custos usuais, o SpinΩ pode acomodar dez vezes mais “minicérebros”.

“Eu fiquei chocado”, contou o responsável pelo laboratório e coautor de uma pesquisa recém-publicada, o professor Hongjun Song, em entrevista ao site Spectrum News. “Nós acreditávamos que nem mesmo um estudante de biotecnologia poderia tornar algo assim em realidade.”

Reforço anti-Zika

E não foi preciso esperar muito tempo para colocar o aparelho em ação. Ao longo da referida pesquisa, a equipe não apenas revela os detalhes operacionais do biorreator como também delineia um experimento que parece fortalecer a hipótese de ligação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia.

Biorreator

Song contou ainda ao site TechCrunch que há diversos interessados no SpinΩ, desde laboratórios desenvolvendo versões próprias até fabricantes de equipamentos em busca de licenciamento para utilizar a ferramenta. Naturalmente, o nome de Hadiono já consta em um pedido de patente pendente.

Fontes: SpectrumNews, TechCrunch.

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