Atividade cerebral pode indicar nível de inteligência do indivíduo

Por Redação | em 20.10.2015 às 07h56

atividade cerebral

Parece uma obra de ficção científica, mas faz parte do mundo real: neurocientistas usaram mapas da atividade cerebral de pessoas para prever a inteligência delas com uma precisão incrível. O estudo foi publicado na edição mais recente do periódico mensal Nature Neuroscience, uma das publicações mais importantes do meio.

Em suma, o estudo afirma que alguns cérebros são sim mais capazes que outros em questões racionais específicas simplesmente por conta de suas conexões. A partir dessa revelação, os cientistas serão capazes de determinar precisamente que tipo de cérebro as pessoas possuem e como eles funcionam no seu raciocínio lógico.

Todd Constable, autor da publicação, diz que no futuro as empresas poderão usar esses mapas cerebrais como critério na contratação de novos funcionários a fim de selecionar se eles serão eficientes ou não naquela determinada função. Apesar da afirmação ter sido feita em tom de brincadeira, deixando questões éticas e morais de lado, essa é uma realidade que podemos vislumbrar com facilidade no mercado de trabalho. “Estamos só começando [os estudos], mas esse é o tipo de direção que deverá ser seguida”, contempla.

Já Richard Haier, pesquisador especializado em inteligências da Universidade da Califórnia, espera que escolas possam analisar a atividade cerebral das crianças para avaliar em que tipo de ambiente educacional elas se encaixam melhor de acordo com seus diferentes níveis de inteligência. Por exemplo, tecnicamente seria possível prever quais crianças teriam maior tendência a vícios e, com uma abordagem apropriada, talvez as escolas conseguissem impedir que tais comportamentos fossem ativados nos futuros adultos. Outra possibilidade de uso desse tipo de estudo seria nas prisões, a fim de determinar quais detentos teriam maior tendência a violência e, possivelmente, impedir crimes futuros.

No entanto, uma realidade similar à da previsão de crimes do filme Minority Report é “uma faca de dois gumes”, de acordo com Laura Cabrera, neurocientista da Universidade Estadual de Michigan. Para a especialista, análises cerebrais podem levar a sociedade a uma nova forma de discriminação, uma vez que candidatos aptos a realizar determinado trabalho seriam rejeitados sem ao menos terem a oportunidade de tentar, empresas poderiam contratar ou demitir funcionários de acordo com suas atividades cerebrais e, até mesmo, companhias de seguros poderiam usar esse mapeamento para negar pedidos baseadas apenas em pré-disposições cognitivas.

Fonte: Wired

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