Motoristas do Uber entram em greve para reduzir taxas do serviço

Por Redação | em 28.03.2016 às 12h27

Uber

Uma greve de motoristas do Uber está acontecendo nesta segunda-feira (28), com os trabalhadores reivindicando a redução de taxas cobradas sobre as corridas ou o aumento das tarifas. A ideia original do #UberOFF, como vem sendo chamado o movimento, era paralisar completamente o serviço no Brasil durante 24 horas, entretanto, quem tenta utilizar o aplicativo não parece estar encontrando grandes dificuldades.

Em São Paulo, uma das principais operações nacionais do Uber, um grupo de motoristas se concentrou no bairro do Pacaembu e, depois, seguiram juntos até a sede do Uber, na Barra Funda. A ideia era que a paralisação acontecesse em todas as praças do serviço, mesmo que carreatas não acontecessem. Entretanto, carros do serviço continuam rodando normalmente.

Atualmente, existem cerca de 10 mil motoristas do Uber no Brasil, e a estimativa é que cerca de dois mil deles tenham aderido ao movimento. O pedido é pela diminuição da taxa cobrada dos motoristas, pois hoje o serviço fica com 25% do total pago pelo usuário no UberX, categoria mais barata, enquanto essa cobrança é de 20% no Uber Black, que traz carros de luxo. Para os manifestantes, o ganho final mal cobriria a gasolina e manutenção exigida pelos veículos, e estaria levando os condutores a trabalharem em jornadas diárias absurdas.

Em resposta à imprensa, o Uber reconheceu a greve desta segunda-feira, mas disse que apenas 20 veículos fizeram parte da carreata na capital paulista. A empresa não confirmou quantos motoristas acredita estarem envolvidos na paralisação nacional, e afirmou que os usuários não estão encontrando problemas para realizar corridas nas cidades em que o aplicativo já opera.

Os manifestantes discordam em partes dessa afirmação, alegando que, em algumas zonas de São Paulo, as tarifas estariam mais altas justamente devido à ausência de veículos – o aumento no preço das corridas é a forma encontrada pelo Uber para fazer com que mais motoristas trabalhem. Por outro lado, os envolvidos concordam que a adesão à greve é menor do que o esperado e afirmam que sem um sindicato ou união reconhecida fica difícil mobilizar os trabalhadores em grande escala.

Em resposta às reivindicações, o Uber afirma que as tarifas cobradas dos motoristas são baseadas em dados não apenas do Brasil, mas das mais de 400 cidades em que a plataforma opera ao redor do mundo. A companhia não concorda com o aumento dos preços pedido pelos trabalhadores, pois acredita que, com custos mais baixos, os usuários acabam demandando mais corridas e, sendo assim, os condutores passam menos tempo ociosos e acabam obtendo mais lucros em jornadas de trabalho potencialmente menores.

Fonte: InfoMoney

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