Apps de serviços podem deixar de atender 90% das cidades brasileiras

Por Redação | em 15.04.2016 às 06h40

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Algumas prefeituras querem passar a cobrar ISS - Imposto Sobre Serviço - de aplicativos que oferecem serviços online, como serviços de táxi e delivery, nas cidades em que estão os consumidores. Isso significa que as empresas teriam que abrir sedes em todas as cidades onde o serviço é oferecido, o que é completamente inviável. O que acontece atualmente é que as companhias recolhem o imposto dentro de suas cidades sedes e, se a regulamentação for aprovada, os serviços terão que deixar de atender a maior parte dos municípios por questões econômicas e comerciais.

Para entender melhor a situação, a regulamentação faria com que um aplicativo que atende 200 cidades, por exemplo, tivesse que abrir escritórios em todas elas, uma operação economicamente perigosa. "Esperamos que este equívoco não prospere, mas queremos alertar para o risco de muitos apps deixarem de oferecer seus serviços nos municípios menores, por não valer a pena arcar com os custos burocráticos adicionais", desabafou o presidente da ABO2O - Associação Brasileira de O2O.

Os dados revelados pela associação mostram que em apenas 10% dos municípios a burocratização seria justificável, mas para os outros 90% restaria a saída das empresas online. Isso seria aplicado para apps como o 99Taxis, que recolhe o imposto em sua cidade natal, mas que oferece seus serviços em mais de 400 municípios. 

O procedimento a ser adotado parece não estar levando em conta que a presença dos aplicativos movimenta a economia. Para os motoristas, por exemplo, a produtividade aumentou em 30% depois do uso de aplicativos. Por essa razão a ABO2O está mapeando as cidades que pretendem fazer a regulamentação para marcar reuniões explicando como funciona a computação em nuvem, e que ao contrário das empresas offline, que precisam ter um ambiente físico para atender aos seus clientes, os aplicativos não demandam esse tipo de atuação.

"O que percebemos é que as prefeituras não fazem isso por maldade, mas porque não compreendem como o serviço funciona. Se o player online sair, é ruim para todo o município", afirmou o secretário da ABO2O Felipe Zmoginski.

Via: Exame

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