Aplicativo que transforma fotos de usuários, FaceApp é a nova mania da internet

Por Durval Ramos RSS | em 26.04.2017 às 12h00

Faceapp

Você certamente já deve ter encontrado alguma montagem que mostra um mesmo rosto com várias transformações, seja ele sorrindo, mais velho ou mesmo como ele seria caso fosse do sexo oposto. A nova mania da internet brasileira é o FaceApp, um aplicativo que rapidamente se tornou o queridinho dos usuários das redes sociais por aqui, garantindo excelentes montagens e brincadeiras. E a ideia por trás do serviço é simples, pois permite que você faça alterações em uma imagem com apenas um clique a partir de uma única selfie.

A proposta é fazer com que a foto replique efeitos presentes em emojis. Isso significa que você pode virar um senhor idoso, alguém sorridente, uma criança ou mesmo conseguir alguns traços femininos que você não tem — e tudo isso sem precisar ser um grande mestre do Photoshop. O que o app faz, na verdade, é utilizar uma técnica de redes neurais para modificar a imagem com base em um padrão já estabelecido por esses emojis. Ele parte de uma inteligência artificial para identificar alguns modelos e fazer as alterações de maneira bastante precisa. É o que permite, por exemplo, que alguém sério apareça sorrindo na foto sem que o resultado fique distorcido. Parece feitiçaria, mas é apenas tecnologia.

Alguns resultados do FaceApp são assustadores, na verdade

E, mais do que somente permitir que os usuários se transformem, o que realmente conquistou os brasileiros foi a possibilidade de levar essas montagens para outras fotos. Como é possível utilizar fotos salvas em seu aparelho, o que vimos nas redes sociais foram brincadeiras em cima de uma série de celebridades, indo desde o apresentador Faustão até o ex-presidente Lula. Há quem foi um pouco além e decidiu testar o aplicativo com personagens de videogame — e, nesses casos, o impressionante é ver que o FaceApp funciona muito bem mesmo nesses modelos digitais.

No entanto, como não poderia deixar de ser, o aplicativo também levantou algumas polêmicas. Antes mesmo de ser sucesso no Brasil, ele foi muito criticado em outros países por criar um efeito de “embranquecimento” nas fotos, principalmente de usuários negros. Isso fez com que o serviço fosse tachado de racista por muita gente que se sentiu incomodada com o recurso. Diante das críticas, o criador da ferramenta, Yoroslav Goncharov, pediu desculpas e fez alterações no filtro, alterando-o para “Faísca”, apenas iluminando a pele do usuário.

Segundo Goncharov, o erro aconteceu porque o algoritmo usado no treinamento da inteligência artificial levou em conta apenas modelos brancos — afinal, trata-se de um aplicativo desenvolvido na Rússia, o que explicaria a falha étnica nessa amostragem.

Confira algumas das monstagens feitas.

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