Patente da Apple indica que iPhones poderão coletar fotos e digitais de ladrões

Por Redação | em 25.08.2016 às 17h50

segurança

Uma patente da Apple publicada nesta quarta-feira (25) descreve um método de armazenar as impressões digitais de pessoas não autorizadas a acessar um iPhone, o que pode ajudar na recuperação de um aparelho roubado. Conforme publicado pelo departamento de registro de patentes do Estados Unidos, a Apple está trabalhando em uma invenção chamada de Captura Biométrica para Identificação de Usuário não Identificado, revelando a ótima ideia de usar o módulo Touch ID, a câmera e outros sensores para capturar e armazenar as informações de possíveis ladrões.

Na prática, o sistema funciona mais ou menos da mesma forma que o Touch ID atua hoje. Atualmente, os usuários têm cinco tentativas para desbloquear o iPhone ou iPad com o sensor de impressões digitais antes de o dispositivo pedir uma senha de até 6 dígitos ou uma senha alfanumérica para debloqueá-lo. Após dez tentativas fracassadas de acertar a senha, um tempo de espera é ativado para poder tentar novamente ou então inicia um processo de limpeza completa de dados do telefone, dependendo da configuração do aparelho. Além disso, as senhas são exigidas depois do reinício do aparelho, 48h depois do último desbloqueio e também quando o proprietário quer gerenciar suas configurações de identidade no dispositivo.

A patente da Apple permite ainda que outros mecanismos de ativação do sistema de segurança sejam ativados, por exemplo, o aparelho começa a capturar imagens e digitais do usuário após uma única falha no sistema de impressão digital. Em outros casos, o aparelho poderá ser configurado para avaliar os fatores que poderão desencadear a captura biométrica e por imagens com base em um conjunto de padrões de segurança definidos pelo usuário. Curiosamente, o pedido de patente menciona uma espécie de mecanismo de aprendizagem, como uma potencial solução autônoma de decidir quando e como capturar os dados furtivamente.

Fluxo de processo explicando o funcionamento da nova patente. (Foto: Reprodução/Apple Insider)

Outros dados coletados podem enriquecer mais ainda as informações sobre as impressões digitais, incluindo o local onde foram coletadas, a pressão do ar, sons do ambiente e muitos outros, todos recolhidos e registrados em segundo plano, sem conhecimento do usuário. Esses dados obtidos são então armazenados localmente no dispositivo ou enviados para um servidor remoto para posterior análise.

Com as informações coletadas, a patente informa que os servidores da Apple são capazes de cruzar dados de impressões digitais e fotografias com outras bases de dados online. Além disso, o sistema de segurança pode ainda registrar as teclas que foram digitadas para determinar quais as operações o usuário não autorizado tentou executar no dispositivo. 

Um fator importante relacionado sistema de reconhecimento biométrico da Maçã é que ele ajudou a reduzir significativamente o interesse dos ladrões por aparelhos com iOS. Agora, eles precisam analisar o custo/benefício de roubar, sabendo que depois esses dispositivos poderão ser tornar apenas um peso de papel. 

Apesar de ser uma ótima ideia, a novidade vai de encontro às atuais diretrizes de segurança da informação em voga e, assim, é bastante improvável que a Apple introduza esse novo mecanismo de segurança em seus produtos em breve.

Via: AppleInsider

 

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