“O caso da Apple é o mais importante da década”, diz Edward Snowden

Por Redação | em 18.02.2016 às 08h50 - atualizado em 18.02.2016 às 10h50

edward snowden

O ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e ativista da privacidade na internet, Edward Snowden, é o mais recente nome a escolher um dos lados no embate entre a Apple e as demandas da justiça federal estadunidense. Snowden manifestou apoio à decisão do CEO da Apple, Tim Cook, de negar a criação de uma ferramenta para hackear o iPhone 5C que pertencera a um dos terroristas envolvidos no Massacre de San Bernardino.

De fato, Snowden chama a batalha por segurança da Maçã de “o caso tecnológico mais importante da última década”. Para Snowden, a criação de um backdoor para dar acesso ao referido aparelho entra em conflito direto com os direitos civis. “O FBI está criando um mundo no qual os cidadãos confiam na Apple para defender seus direitos, em vez de ser o oposto”, disse ele na primeira de uma série de mensagens sobre o embate emitidas via Twitter.

O risco de um iOS com backdoor

Embora o pedido do tribunal tenha como foco apenas o aparelho dos criminosos, há o receio bastante justificável por parte da Apple de que o caso abra um precedente perigoso. Além disso, a criação de um iOS com “porta dos fundos” seria, por si só, algo bastante arriscado – o que também é endossado por Snowden.

Segurança iPhone

“Se qualquer um além do próprio usuário puder ter acesso, então já não é mais seguro”, disse ele, contrapondo a opinião de veículos como o Wall Street Journal, para o qual seria aceitável se a controversa ferramenta fosse utilizada exclusivamente pela Apple.

Uma tragédia que veio a calhar?

Enfim, a praça de guerra está instalada. Enquanto soluções estilo “coluna do meio” afirmem que é possível invadir o famigerado iPhone 5C utilizando métodos que não envolvam a criação de um backdoor, também não faltam teóricos acreditando que o governo federal dos EUA aproveita o atual ensejo para garantir para si um método adicional de investigar a população.

“Eles usam [o Massacre de San Bernardino] como uma desculpa para estabelecer um precedente e para criar backdoors permanentes para eles próprios, de forma que possam investigar ilegalmente os dados de qualquer pessoa que queiram”, disse o desenvolvedor Marco Arment em seu site pessoal. Enfim, resta agora saber quem vai ceder primeiro – e tudo indica que não será a Apple.

Via Twitter, Marco

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