Análise: EliteBook 745 G2, o notebook "sério" da HP

Por Adriano Ponte
photo_camera BRUNO HYPOLITO / CANALTECH

A HP é bem conhecida tanto pela sua linha residencial quanto empresarial, e dessa vez tivemos a oportunidade de testar um Notebook dessa linha mais “séria” da empresa, o HP EliteBook 745 G2 (J0X31AW). Já vale adiantar que ele é focado para o público corporativo e tem configurações medianas, mas pode ser uma boa pedida para quem busca segurança e conectividade. Vamos ao que interessa.

HP ELITEBOOK 745

Usabilidade e Aparência

Com aquele ar bem sóbrio, o 745 traz um touchpad abaixo do nível do chassi, com botões de clique acima e abaixo. Alternativamente, há um direcional analógico para controlar o mouse entre as teclas G e H do EliteBook. Ambos têm uma boa sensibilidade e dão uso complementar entre si. Você pode digitar sem descer para o TouchPad, ou mesmo evitar usá-lo com as mãos úmidas (recorrendo ao direcional emborrachado no meio do teclado).

Ainda próximo as teclas, há um sensor biométrico para logon no Windows e autenticação nas soluções de segurança HP. Usá-lo na prática para logar no sistema é realmente uma boa solução para quem deseja ter acesso rápido ao computador, podendo inclusive trocar aquela senha “gigante” por uma simples passada de dedo. Bom, algumas passadas (até que ele reconheça sua digital).

A tela de 14” traz um acabamento fosco (anti reflexo), tornando o display extremamente visível mesmo em ambientes muito iluminados; porém, os ângulos de visão da tela são pequenos, notando-se apagamento/perda das cores ao inclinar um pouco o monitor, o que forma uma imagem meio estranha. Ou seja: você pode sempre esperar o mesmo resultado da tela em diversas condições diferentes.

No topo do display você encontra a webcam + microfone para videochamadas em HD (720p). Cobre o básico para você utilizar o Skype, por exemplo.

Funcionamento

O EliteBook impõe respeito com a sua aparência. Por vir equipado com 8GB de RAM e possuir um processador quad-core AMD A10 Pro-7350B (de 2.10 GHz), ele causa uma impressão de que seu desempenho fosse bem acima da média (visto que essa combinação é bem respeitável); porém, na prática, ele traz uma GPU Radeon R6 integrada (de 553 MHz + controlador de memória DDR3-1600 dual channel), deixando jogos mais recentes (em resoluções de 720p em diante) rodarem muito abaixo de 15 FPS. Pode ser uma máquina boa para trabalhos tradicionais (como planilhas, web, multitarefas), mas é impossível ver esse notebook realizando qualquer tipo de trabalho 3D (como Maya, AutoCAD e afins) ou mesmo rodando games nas horas de lazer.

O desempenho do processador que equipa o EliteBook é similar ao oferecido pelo Intel Core i3-4100U, para efeito de comparação; caso você não tenha familiaridade com este modelo da AMD, coloque o desempenho da GPU como próximo ao oferecido pela Nvidia GeForce GT 720M.

Essa máquina oferece boa multitarefa no dia a dia, mas não conte com “aquele” ganho de desempenho rodando aplicativos que trazem otimização por GPU (como o Photoshop). Mesmo sendo uma máquina voltada à produtividade empresarial, faz falta não contar com um poder de fogo maior da GPU.

Uma nota interessante: mesmo vendo por esse aspecto mais corporativo, vale lembrar que a máquina conta inicialmente com Wi-Fi a/b/g/n e Bluetooth 4.0, cobrindo o básico, porém algumas versões (como a que testamos) possuem adicionalmente uma entrada para cartão SIM 4G, logo abaixo da bateria. Isso abre possibilidades de conexão remota muito mais interessantes (e que não encontramos em qualquer aparelho “tipo desktop móvel”). Com 1,61 kg, essa mobilidade toda parece ainda mais atraente.

A bateria fica dentro da média: em uso considerável, a autonomia do EliteBook fora da tomada gira em pelo menos 4 horas de uso contínuo. Pra quem precisa de mais energia, há a opção de adicionar mais autonomia com uma unidade de carga adicional, que conecta-se ao EliteBook pela parte de baixo do equipamento.

Adicione como extra nesse aparelho sua resistência. Ele sobrevive a batidas e respingos, tendo sido projetado para passar nos testes MIL-SPEC 810G.

Vale a pena?

Antes de responder essa pergunta, vale lembrar que o EliteBook tem foco empresarial. Sim, é uma máquina com preço salgado e difícil de ser adquirida por consumidores finais (justamente por não ter esse alvo popular)...

Dito isso, vamos lá.

A resistência do EliteBook é bem visível. Mesmo não sendo um notebook à prova de quedas gigantescas ou temperaturas extremas, ele segura o tranco contra “acidentes” do dia a dia ou impactos de mau uso. Some isso à tela fosca e temos um aparelho voltado para ser usado em trabalhos externos mais sérios. Prova disso é a opção de equipar o produto com conexão 4G, deixando-o realmente pronto para sair do escritório.

Porém, definir quais trabalhos você poderá realizar nele é muito importante. A GPU do produto não garante empreitadas em 3D mais exigentes, deixado o lado corporativo da máquina mais voltado ao clássico uso do pacote Office e procedimentos similares. Realmente não há espaço para usar essa mesma máquina para games (lazer) nas horas vagas.

Sim, esse notebook é resistente e móvel, mas dependendo do preço pedido pelo produto, vale a pena pesar seu desempenho “dentro da média”.