ZTE pode pagar US$ 1,7 bilhão para suspender proibição de comércio com EUA

Por Wagner Wakka | 06 de Junho de 2018 às 17h19
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A ZTE pode voltar a ter relações comerciais com os Estados Unidos. Nesta quarta-feira (6), a fabricante chinesa assinou um acordo para suspensão do banimento de comércio com o país. As informações são de um tweet da agência Reuters.

Para isso, ela poderá pagar até US$ 1,7 bilhão para o Departamento de Comércio norte-americano. A empresa foi acusada de comercializar com Coreia do Norte e Irã peças fabricadas nos Estados Unidos, o que fere o tratado internacional.

“EXCLUSIVO: ZTE assinou um acordo em princípio com os EUA que pode suspender o banimento do Departamento de Comércio; Os EUA vão cobrar uma multa de que pode chegar a US$ 1,7 bilhões - segundo fontes”, informa o twitter do veículo.

O montante é a soma de algumas punições. O acordo prevê uma multa de US$ 1 bilhão, além de da adição de US$ 400 caso o crime se repita. Isso se soma aos US$ 361 milhões que a empresa já pagou durante negociações anteriores.

O acordo teria sido mediado pelo presidente Donald Trump. Pelo Twitter, o político informou que estava trabalhando para que a empresa pudesse voltar ao país.

“Presidente Xi [Jinping] da China e eu estamos trabalhando para oferecer à gigante companhia chinesa de telefones, ZTE, um modo de voltar aos negócios, de forma rápida. Foram muitos postos de trabalho perdidos na China. O Departamento de Comércio foi instruído para fazer as coisas acontecerem”, disse no post de 14 maio.

O anúncio do presidente gerou um contraponto entre ambos os setores do Congresso, sendo que a maior dos políticos considerou a fala do presidente irresponsável.

“Se essas notícias [da Reuters] forem verdadeiras, o @realDonaldTrump colocou a China, não os Estados Unidos, em primeiro lugar. Ao perdoar a ZTE, o presidente que rugiu como um leão está governando como um cordeiro quando se trata de China. O Congresso deve agir de forma bipartidária para bloquear o acordo imediatamente”, levantou o senador Mark Warner também via Twitter.

O caso

Em abril deste ano, a fabricante chinesa foi proibida de importar produtos dos Estados Unidos como matéria prima para a produção de smartphones. Os principais parceiros comerciais da ZTE eram Dolby e Qualcomm.

O Departamento de Comércio alega que a fabricante feriu um acordo comercial ao exportar peças ilegalmente para Irã e Coreia do Norte. Após alegação da ZTE de que funcionários haviam quebrado o protocolo, o Departamento ainda fez um novo acordo exigindo que os empregados fossem demitidos. A fabricante, então, não teria cumprido o pedido e ainda teria bonificado os funcionários que agiram fora da lei. A chinesa demitiu apenas quatro membros seniôres, e manteve mais 35 pessoas que também tinham violado leis.

A empresa está proibida de estabelecer relações comerciais com os Estados Unidos até 2025. Além disso, após a manutenção do banimento, a ZTE anunciou a sua saída oficial do país.

 

Fonte: Reuters

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