Uber deve vender divisão de desenvolvimento de táxi aéreo

Uber deve vender divisão de desenvolvimento de táxi aéreo

Por Felipe Demartini | 03 de Dezembro de 2020 às 12h12
Divulgação/Uber

A Uber se encontra, agora, em um momento de apertar os cintos, com o CEO Dara Khosrowshahi iniciando um processo que prevê passar adiante setores pouco lucrativos ou que consomem muito dinheiro. Um dos primeiros exemplos dessas mudanças será a Elevate, divisão de desenvolvimento em tecnologias de táxi aéreo que deve ser vendida a uma startup americana que trabalha em tecnologias desse tipo.

O negócio estaria correndo em segredo com a Joby Aviation. A empresa foi fundada em 2009 e operou sob o radar, com o perdão do trocadilho, até 2018, quando recebeu um investimento de US$ 100 milhões de nomes como Intel, JetBlue e Toyota; depois, veio mais uma rodada, no valor de US$ 590 milhões, a partir de empresas de venture capital, bem como uma parceria com a Toyota justamente no setor de aviação. Seu negócio é a criação de um protótipo de táxi aéreo mais eficiente e similar a um drone, que vem sendo testado em uma pista de pouco privada pertencente à própria companhia no estado norte-americano da Califórnia.

Esse é, também, o principal intuito da Uber Elevate, que visou, ao longo dos últimos anos, desenvolver um veículo que servisse como um táxi aéreo de uso frequente, com design moderno e capaz de levantar voo na vertical, como um helicóptero. A empreitada, citada pela companhia como um possível futuro para a mobilidade urbana, ganhou vídeos promocionais e eventos, mas nunca deixou a fase de testes.

Enquanto isso, a empresa realizava outras empreitadas voltadas para o setor, oferecendo, por exemplo, viagens de helicóptero entre Manhattan e o aeroporto JFK, em Nova York, como forma de evidenciar a facilidade que seria solicitar um voo do tipo pelo mesmo app usado para chamar os carros. Além disso, a ideia era coletar dados sobre a utilização de plataformas desse tipo pelos usuários, enquanto o veículo da Elevate não chegava.

Eles, em si, representam uma proposta bastante ambiciosa. Não apenas a Uber teria de trabalhar com arranha-céus e incorporadoras para construir helipontos para os VTOLs, sigla em inglês para as aeronaves capazes de poucas ou levantar voo na vertical, como também trabalhar na tecnologia em si. Os veículos da Elevate seriam elétricos e teriam diversas hélices, com o trabalho de desenvolvimento também envolvendo o treinamento de pilotos e liberaç~~ao com as autoridades competentes.

Em questão de anos, claro, tudo pode mudar, e agora, o maior interesse de Khosrowshahi e dos acionistas da Uber é rumar à lucratividade, o que envolve a venda de setores da empresa. Na berlinda, também, estaria o segmento voltado para os trabalhos em veículos autônomos, considerado uma das meninas dos olhos do serviço de transportes para os próximos anos e com testes que já acontecem há meses, bem como polêmicas que levaram o nome da companhia para as paginas do noticiário.

A ideia de que a Uber estaria aberta a ofertas relacionada a alguns de seus setores é fidedigna, entretanto, a possível venda da Elevate para a Joby Aviation ainda não foi confirmada. Os possíveis valores da transação não foram divulgados, enquanto as empresas, em si, também deixaram de comentar sobre o assunto.

Fonte: The Verge

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