Qualcomm rejeita nova proposta da Broadcom e disputa fica acirrada

Por Redação | 09 de Fevereiro de 2018 às 09h00

Enquanto tenta resolver suas disputas judiciais com Apple e Samsung, a Qualcomm tem que lidar com outra questão importante: a tentativa de aquisição pela Broadcom.

Na segunda-feira (5), a Broadcom fez uma nova proposta de compra ao elevar a oferta não solicitada para a Qualcomm de US$ 70 para US$ 82 por ação — US$ 60 seriam pagos em dinheiro e US$ 22 em ações da própria empresa. Com isso, o valor total a ser pago pela companhia seria de US$ 120 bilhões.

Na quinta-feira (8), o Conselho de Administração da Qualcomm rejeitou a proposta por unanimidade, sob o argumento de que o preço subestima o real valor da empresa, fabricante da linha de chips Snapdragon.

O presidente do Conselho da Qualcomm, Paul Jabos, enviou uma carta ao CEO da Broadcom, Hock Tan, em que propõe um encontro para discutir o valor sugerido e chegar a um acordo. 

A empresa diz que a oferta não leva em conta a compra da NXP Semiconductors por US$ 38 bilhões, transação que precisa de uma aprovação regulatória da China para ser concretizada.

O problema é que a Broadcom parece ter chegado ao seu limite. A companhia diz que o valor de US$ 82 por ação é sua "melhor e última oferta".

Troca de Conselho

A Qualcomm ainda lançou um desafio à proponente. Na carta, Jacobs pergunta se a Broadcom está preparada para, depois de fechar um acordo, enfrentar um possível bloqueio dos órgãos regulatórios dos Estados Unidos. Se isso acontecesse, a imagem da Qualcomm sofreria um abalo considerável, diz a carta.

A recusa pode lançar a empresa a uma disputa pelas mesas dos Conselhos. A Broadcom pode tentar substituir os 11 membros do conselho diretor da Qualcomm por meio de uma procuração emitida pelos acionistas. Nesse documento, a atual composição seria deposta e nomes indicados pela Broadcom assumiriam essas posições, prontos para aceitar o acordo proposto de US$ 82 por ação.

Essa tentativa pode ser evitada caso as duas empresas aceitem sentar para conversar e chegar a um acordo. Por enquanto, esse cenário não está no horizonte. 

Fonte: PhoneArena

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