Por que os CIOs estão sumindo?

Por Colaborador externo | 26 de Maio de 2017 às 08h52
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* Por Dante Lopes / Imagem: londondeposit

Quando o termo Chief Information Officer (CIO) surgiu no final dos anos 80, não se esperava que esse tipo de profissional fosse se tornar uma peça importante no cenário das grandes empresas e corporações. Hoje, os CIOs são responsáveis por liderar o movimento da inovação dentro das organizações, garantindo que todas as variáveis da Gestão da Inovação estejam em perfeita sintonia e consonância.

No entanto, as metas financeiras de curtíssimo prazo, a insegurança dos executivos para "apostar" no desconhecido ou incerto, a inércia corporativa que demora para engrenar e a própria incapacidade de proporcionar resultados tangíveis para confortar as altas lideranças, dentre outros fatores, têm culminado na extinção dos CIOs dentro das grandes organizações.

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As empresas que não compreendem a importância da inovação, ao mesmo tempo em que eliminam esse cargo, estão assinando seu próprio atestado de óbito. A sobrevivência da empresa no horizonte de médio e, principalmente, longo prazo, inevitavelmente depende da inovação.

O CIO é o grande responsável, na maioria dos casos, pela implementação e disseminação da cultura de inovação por toda a empresa, na tentativa de garantir a sobrevivência das estruturas do negócio, seja ampliando o portfólio de produtos e serviços inovadores, ou pela criação de novos modelos de negócios.

Além de criar os mecanismos necessários para garantir que os funcionários tenham suficiente autonomia para usar e abusar da arte do questionamento nas suas rotinas de trabalho, o CIO deveria ser a figura com a obrigação de integrar, conectar e eliminar as interfaces entre todas as outras diretorias e departamentos.

Sendo bastante generalista, as grandes empresas e megaconglomerados industriais, hoje, são administrados por profissionais que foram submetidos por décadas a um processo educacional antigo, e por vezes retrógrado, em que o micro gerenciamento, a opressão e a intimidação eram (e são) presentes e onipresentes. A consequência? Executivos e funcionários sem autonomia, meros executores robóticos de processos obsoletos e corrompíveis. E o impacto gerado são negócios fadados ao fracasso. Por isso, a figura do CIO se faz tão importante nessas organizações.

Quando esse profissional é removido, automaticamente remove-se o direito e a autonomia dos funcionários para questionarem o velho, o antigo. O medo é instaurado e a empregabilidade passa ser associada com o seguir os padrões já estabelecidos.

O recado é simples: quem não tentar inovar, está fora do jogo! Portanto, não deixem que o cargo de CIO acabe. Quando a posição deixa de existir, morre com ela até mesmo a mais simples ideia de que inovar é preciso.

* Dante Lopes é CEO da Empreendi na Rede, empresa de educação empreendedora e desenvolvimento de negócios focada na criação de projetos e empreendimentos inovadores.

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