Pessoas estão hipotecando suas casas para investir em bitcoins nos EUA

Por Redação | 12 de Dezembro de 2017 às 14h26
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Com as últimas altas da criptomoeda, pessoas ao redor do mundo estão ansiosas para investir em bitcoins, seguras de que conseguirão atingir lucros exorbitantes apenas em comprar e vender as moedas digitais no momento certo. Mas algumas pessoas estão tão seduzidas pela ideia de lucro fácil que parecem ter perdido a noção.

É o que contou à CNBC o presidente da North American Securities Administrators Association, Joseph Borg. Segundo o presidente da associação voluntária que tem como intuito proteger investidores de negócios de risco, pessoas estão colocando as casas onde vivem na hipoteca para gerar montantes de dinheiro vivo que possam ser utilizados para investir nas criptomoedas, entre outros absurdos perigosos: "Vimos hipotecas serem compradas para comprar Bitcoin. As pessoas fazendo cartões de crédito. Uma pessoa que ganha US$ 100 mil por ano, que possui hipoteca e dois filhos na faculdade não deveria investir", disse Borg.

Joseph Borg engrossa o coro dos especialistas em criptomoedas que acreditam que, embora o momento atual seja marcado por euforia no mercado de bitcoins, principalmente devido às altas posteriores aos anúncios de mercados futuros, será inevitável o momento onde todo o esquema vai se desmoronar, causando o que os experts em economia estão chamando desde já de bolha dos bitcoins.

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Apoiando Borg nesse posicionamento estão dois ganhadores do Nobel de economia, Robert J. Shiller e Joseph Stiglitz. Para o primeiro, ganhador do prêmio em 2013, o destino das criptomoedas será o mesmo do mercado de ações dos EUA na década de 1920, sendo uma questão de tempo para que se atinja depressão semelhante à de 1929. Para o segundo, laureado em 2001, as moedas digitais representam um perigo tão grande à estabilidade econômica do mundo que deveriam ser proibidas, uma vez que não têm função socialmente útil atrelada a elas.

Borg ainda falou sobre os mercados futuros de bitcoins que estão se abrindo, e que, na sua opinião, não trazem garantias de legitimação e regulação das moedas virtuais. Segundo Borg, inovação e tecnologia tendem a demorar para serem reguladas, processo que precisa de muita negociação e conversa. "Nós estamos olhando para as criptomoedas pelo ponto de vista de transmissão de valores, mas isso não é tudo o que os bitcoins representam", encerrou Borg.

Fonte: CNBC

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