Pesquisa traça perfil das mulheres empreendedoras no Brasil

Por Redação | 07 de Novembro de 2016 às 13h40

A igualdade de gênero na economia ainda é um assunto polêmico. Mulheres com salários até 30% menores do que os homens que executam tarefas idênticas e executivas com rendimentos até 74,5% inferiores ao sexo oposto são apenas alguns números que mostram o nível da desigualdade.

Agora, uma pesquisa realizada pela empresa de big data MeSeems, sob encomenda do PayPal Brasil, nos traz uma visão mais detalhada sobre o empreendedorismo feminino. Pra chegar ao resultado, entre os dias 15 e 23 de setembro,foram entrevistadas 515 mulheres a partir dos 18 anos de idade em todas as regiões do Brasil e de todas as classes sociais.

Dentre as mulheres ouvidas, 54% não possuem empreendimento ou negócio próprio, enquanto 46% são empresárias. Dentro do universo pesquisado, 48% das mulheres dizem trabalhar menos de 40 horas por semana; 27%, mais de 40 horas; e 25%, exatamente 40 horas semanais.

Focando no universo das que já são empreendedoras, a pesquisa aponta que 20% delas têm comércio de artesanato; 18%, cosméticos e produtos de beleza em geral; 15%, roupas; 11%, alimentos; 8%, joias e bijuterias; 4%, calçados; e 3%, serviços de corte e costura. Também entre as pesquisadas que mantêm negócio próprio, 75,7% só contam com loja online (e-commerce); 24,3% têm loja física com apoio de e-commerce.

Os motivos que levaram essas brasileiras a apostar em um empreendimento são variados: complementar a renda (21,4%); oportunidade de ganhar mais dinheiro (14,4%,); vontade de conquistar a independência financeira (11,3%); estavam fora do mercado de trabalho quando resolveram empreender (8,9%). Somente 7,4% acreditaram que seriam muito bem-sucedidas; 5,8% queriam ter mais controle sobre a própria vida; e outras 5,8% seguiram sua paixão.

"O estudo revela que o empreendedorismo feminino é uma atividade independente, muito influenciada pela necessidade de incrementar a renda familiar e a busca constante por uma vida mais equilibrada. É necessário oferecer mais suporte em cada uma das etapas desse processo, para alavancar o índice de êxito e impulsionar o empoderamento da mulher", diz Flavia Cruz, gerente de Atendimento do MeSeems.

Os maiores medos das mulheres pesquisadas (tanto as que têm empresa própria quanto as que não têm) são "não obter lucro" (45,5%); "ficar sem dinheiro" (39,3%); "demorar para ter lucro" (38,8%); e "correr riscos" (32,5%). Cerca de 31% temem passar por "instabilidade financeira"; e 30,3% têm medo de "cometer erros" na gestão do negócio.

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