"Geração C": Pesquisa revela como empresas devem engajar consumidores do futuro

Por Rafael Romer | 13 de Abril de 2016 às 20h15
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De Orlando, Flórida*

Uma pesquisa realizada pela empresa de serviços de telecomunicações Amdocs revelada nesta quarta-feira (13), durante o primeiro dia do Amdocs Americas Summit, em Orlando, mostra que se companhias querem ser ouvidas pelos consumidores do futuro, elas precisam olhar para seu estilo de vida.

O levantamento foi realizado com 4,2 mil jovens de 15 a 18 anos de 10 países, incluindo o Brasil, e avaliou o comportamento dos "nativos digitais" quando o assunto é o relacionamento com tecnologias e empresas. O consumidores pesquisados fazem parte de um grupo apelidado de "Geração C", uma nomenclatura que classifica usuários não só pela idade, mas por quem procurando por empoderamento através de conectividade, da criação e curadoria de conteúdo e da comunidade com outras pessoas.

No total, 41% dos entrevistados afirmaram que se uma organização quer a atenção deles, deve primeiro mostrar como eles se beneficiarão daquele produto ou serviço. "Ser uma ponte para o produto não é mais o suficiente, é preciso ir além e entender o estilo de vida do consumidor", comentou Daniela Perlmutter, Diretora de Produtos e Soluções de Marketing da Amdocs.

Na média entre os países, 54% dos jovens afirmaram que se engajariam com um produto ou serviço se ele oferecesse opções customizáveis para a criação de uma experiência própria individualizada para aquele consumidor. Conteúdo único ou exclusivo também é um elemento importante para 52% destes jovens compradores, ao lado de uma boa interface gráfica ou de design (37%), de quanto o produto é inovador (35%) e se existe a possibilidade de compartilhá-lo entre amigos (35%).

Essas preferências por produtos e serviços também se refletem em quais empresas são mais lembradas por estes jovens: Google (60%), Facebook (48%), Apple (47%) e WhatsApp (42%) não só estão entre as marcas "favoritas" dos respondentes, mas conseguem engajar constantemente estes jovens durante o dia-a-dia.

O Facebook, aliás, é um dos maiores exemplos de empresas que têm surfado nessas tendências de hábitos de consumo dos usuários mais jovens, e é utilizado por 80% dos jovens entrevistados – índice que chegou a 94% dos brasileiros; que também lideram as porcentagem de uso de WhatsApp (84% dos entrevistados, contra uma média global de 45%) e do YouTube (85%, contra a média de 78%).

Do outro lado do espectro, estão serviços como operadores de telefonia: apenas 12% dos entrevistados disseram que empresas de telecomunicações entendem seu estilo de vida e têm ofertas de serviços que combinam com eles – ainda que 87% deles tenham smartphones com planos de dados carregados.

Além de fazer ofertas no formato que é esperado por esses consumidores, o levantamento mostra que a linguagem e o momento utilizados para engajar o usuário também é essencial para ter uma resposta positiva.

Em média, por exemplo, 52% dos respondentes disseram que olhar suas redes sociais é a primeira coisa que fazem pela manhã – número que chega a 62% entre os brasileiros. O uso de emojis também é a forma mais fácil de expressar sentimentos para 47% dos entrevistados.

"A pegada digital destes consumidores é muito mais compreensiva, eles deixam marcas quando estão abertos ou não ao consumo e a ofertas", afirmou Daniela. "Os dados que podemos tirar dessas conexões para ter insights são enormes, a marca precisa entender qual o canal ideal e como entrar em contato com o consumidor".

Amdocs

No total, 87% dos entrevistados afirmaram ter um smartphone, mas apenas 24% deles já pagam pelo próprio serviço de dados (foto: Rafael Romer/Canaltech)

*O repórter viajou para Orlando a convite da Amdocs

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