Para novo CEO da Uber, escândalos e vazamentos ajudaram a melhorar a empresa

Por Redação | 26 de Janeiro de 2018 às 13h05
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Encontrar uma saída em meio a alguma circunstância absurda ou enxergar o lado bom de um acontecimento difícil é uma habilidade incomum, e Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, parece estar inserido entre as poucas pessoas que conseguem essa façanha. Prova disso é o comentário que o executivo fez durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

Na ocasião, ele disse que notícias com informações vazadas sobre os bastidores das maiores empresas de tecnologia do mundo (incluindo a dele) podem forçar o setor a melhorar e tornar-se mais confiável. Seu comentário se estende até mesmo a um elogio a Susan Fowler, ex-engenheira da Uber que expôs toda uma cultura de assédio que existia na companhia, o que iniciou uma revolução.

Em fevereiro de 2017, Fowler afirmou que a empresa tinha um comportamento sexista, acusando a administração de ter se recusado a tomar providências quando ela e outras mulheres que trabalhavam na companhia se queixaram de atos de assédio sexual. O caso resultou na demissão de vários funcionários e vai até mesmo ganhar uma adaptação para as telonas.

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Além disso, naquela época, o antigo CEO Travis Kalanick foi flagrado em um vídeo discutindo com um motorista, que reclamava das normas e dos preços da empresa; e em dezembro, foi revelado que a Uber teria contratado agentes secretos para espionar seus concorrentes e também políticos que poderiam estar favorecendo outras companhias.

Para Khosrowshahi, que foi contratado em agosto após a renúncia de Kalanick, as mudanças de cunho cultural tiveram um início doloroso, mas incrivelmente positivo para a Uber no final das contas. A imprensa, por sinal, teve um papel fundamental em todo esse quadro, sendo uma parte da solução.

“Os vazamentos levaram a Uber a entender que mudanças tinham que ser feitas para que a empresa rompesse com o passado e avançasse como uma que faz a coisa certa”, acrescentou.

Fonte: KYMA

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