Intel responde à Apple e diz que planos para modems 5G não mudaram

Por Jessica Pinheiro | 06 de Julho de 2018 às 14h00
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Em mais um capítulo da novela envolvendo a relação entre as duas companhias, temos agora a resposta da Intel à análise da israelense Calcalist Tech, que alegava que a Maçã não iria mais utilizar os chips produzidos pela fabricante – os modems 5G intitulados “Sunny Peak”. Acontece que muitas informações relatadas no artigo não eram bem verdade.

De acordo com um porta-voz da Intel para a Venture Beat, os compromissos e a agenda assumida pela companhia para com seus clientes 5G não mudaram nada, ao menos no que tange o período que vai de 2018 a 2020. “Continuamos comprometidos com nossos planos e projetos 5G”, acrescentou. Todavia, referente à Apple, a resposta foi inconclusiva.

As informações que haviam sido reveladas anteriormente alegavam que o Sunny Peak era um modem 5G que combinava Wi-Fi, Bluetooth e o próprio 5G em um único chip; mas não é bem por aí. Na verdade, o componente apenas junta o Wi-Fi e o Bluetooth, e o intuito é que também tivesse suporte para o 802.11ad WiGig Wi-Fi, mas houve problemas de engenharia no processo.

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A Calcalist Tech então sugeriu em seu relatório atualizado que a Intel deixou de trabalhar no chip e transferiu sua equipe para outros projetos, esperando que a Apple fosse a principal compradora. Esta versão da história faz mais sentido e corrobora com o fato de que a companhia de Cupertino esteve interessada nos componentes da MediaTek.

Tudo aponta para que a Maçã utilize a MediaTek como principal fornecedora de modems 5G no lugar da Intel por conta desse problema no desenvolvimento do Sunny Peak. Além disso, espera-se que para a Apple utilize chips próprios na linha de produtos de 2020, e em especial em seus computadores.

Por ora, a Apple prossegue usando componentes da Intel em seus dispositivos, e deve manter a fabricante até pelo menos o final deste ano, já que os novos iPhones deverão chegar em breve – a previsão é que a revelação ocorra em setembro. A leva de aparelhos móveis de 2018, por sinal, ainda possui chips Intel.

Fonte: Venture Beat

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