Intel conclui aquisição de empresa especializada em condução autônoma

Por Redação | 09 de Agosto de 2017 às 10h32

As gigantes da tecnologia estão cada vez mais de olho no mercado de veículos autônomos, e a Intel também não quer ficar de fora dessa mudança. A empresa norte-americana anunciou nesta terça-feira (8) a conclusão do negócio de aquisição da Mobileye, uma startup israelense especializada em tecnologia de veículos autônomos. O negócio de US$ 15,3 bilhões, a maior transação do gênero, dará à Intel 80% das ações da companhia, tornando a Mobileye uma divisão da especialista em processadores.

Com a aquisição, a Intel quer ir além da fabricação e do desenvolvimento de processadores, convertendo-se em uma fornecedora de tecnologias para o desenvolvimento da condução autônoma através da análise de dados, da aprendizagem de máquina e do mapeamento de sistemas avançados de assistência de dirigibilidade. Além disso, a gigante da tecnologia também estará mais próxima das fabricantes de veículos, visto que a Mobileye possui um bom relacionamento com as montadoras. No total, a companhia israelense conta com 27 fabricantes parceiras, incluindo empresas como Audi e BMW.

A Mobileye está sediada em Jerusalém sob o comando de seu cofundador Ammon Shashua, que tornou a empresa um player importante dentro do segmento de tecnologia de condução autônoma. Entre as tecnologias desenvolvidas pela Mobileye estão câmeras e sensores, bem como um sistema de crowdsourcing que coleta dados de veículos em circulação para criar mapas de alta precisão. Este último projeto deverá estar pronto até 2018 e irá aperfeiçoar os recursos de direção autônoma, melhorando o processo de tomada de decisão do sistema.

"É um desafio emocionante a nível de engenharia e uma grande oportunidade de crescimento para a Intel. Ainda mais emocionante é o potencial dos automóveis autônomos para transformar as indústrias, melhorar a sociedade e salvar milhões de vidas", afirmou em comunicado o CEO da Intel, Brian Krzanich. O executivo já havia declarado anteriormente que "o carro do futuro vai parecer muito mais com um servidor", deixando evidente que a Intel iria se especializar em gerenciar os dados que os veículos precisarão armazenar e compreender para tomar decisões.

Krzanich acredita que as empresas precisarão realizar investimentos em recursos de cibersegurança para garantir que os veículos autônomos não sofram ataques e possam funcionar de maneira confiável e segura. Além disso, ele espera que a aplicação da inteligência artificial também seja um fator-chave neste segmento, que, segundo o próprio, deve movimentar US$ 7 trilhões na economia global até 2050. "Estamos nos esforçando para entender como os dados serão trabalhados e como poderemos aplicar inteligência artificial", destacou.

Fonte: Intel