Inovação: como PMEs podem usar tecnologia para se reinventar

Por Colaborador externo | 21 de Dezembro de 2015 às 09h50

Por Ana Claudia Plihal*

Em momentos de incerteza econômica, as empresas que acabam mais afetadas são as pequenas e médias. A insegurança em investir e a, muitas vezes, inevitável perda de receitas, podem ser um balde de água fria. Mas como diz Philip Kotler, especialista em marketing e professor da Kellogg School of Management, em momentos de crise é que se faz necessária uma mudança na administração de negócios, reduzindo os custos e aumentando o faturamento.

Minha experiência, adquirida principalmente em empresas de tecnologia e inovação, mostra que sempre há uma saída quando os executivos e empreendedores encaram de frente o desafio de mudar, não deixando de investir para ganhar em um momento de encolhimento de vendas e mercados. E a Tecnologia é justamente uma dessas fontes de novas ideias e de ferramentas, que podem ser implementadas para melhorar os resultados de empresas e serviços, com impacto direto nas metas de crescimento e faturamento.

Você deve estar se perguntando de onde tirar o dinheiro para investir em tecnologia, quando o capital de giro está praticamente parado, correto? Mas a experiência que tivemos no último ano, com o aumento de nossa carteira de PMEs, de empresas que investiram em tecnologia por meio do Cartão BNDES, mostra o enorme potencial de crescimento do uso desse tipo de crédito.

O próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, no início de setembro, ter desembolsado R$ 68,7 bilhões de crédito no primeiro semestre de 2015. As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) tiveram uma participação de 28,7%, e liberação de R$ 19,7 bilhões, com a realização de 464 mil operações. Como o próprio banco informou, o que está por trás desse resultado é o Cartão BNDES exclusivo para as MPMEs. Esse instrumento de crédito, cujos desembolsos somaram R$ 5,8 bilhões entre janeiro e junho, demonstrou expansão de 12,7% na comparação com janeiro/junho de 2014.

E o banco espera crescer esse número. Ou seja: o caminho para apostar em inovação, como forma de otimizar a operação de pequenas e médias empresas, não é algo inalcançável. É plausível e a Cisco acredita no potencial dessa linha de crédito. De fato, fomos inclusive uma das primeiras empresas de tecnologia a possibilitar a compra de equipamento por meio desse canal. O financiamento pode ser parcelado em até 48 meses em prestações fixas e melhores taxa de juros.

Um exemplo é a Open Tecnologia, pequena empresa integradora do município de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, que investiu na aquisição de equipamentos como switches, Access points e telefones IP. O objetivo foi distribuir e implementar as tecnologias em outras PMEs no interior do Estado. Outro exemplo é a Richard Papelaria e Suprimentos de Informática, de Brasília, que adquiriu switches e roteadores para implementar projetos de tecnologia em instituições locais de ensino. Esses casos ilustram como a aquisição de tecnologia via BNDES movimenta toda a economia, acrescentando valor e incrementando receitas para todos os envolvidos.

Utilizar a linha de crédito do Cartão BNDES também pode ser um bom caminho para startups crescerem. A Ecolumen, uma empresa de iluminação LED, embora há apenas um ano no mercado, já percebeu as vantagens de investir em tecnologia: a startup adquiriu câmeras IP de vigilância para a segurança de suas unidades, se concentrando exclusivamente em inovação e no seu crescimento.

Com a tecnologia em dia, o trabalho rende mais, há menos chances de erros ou perda de negócios. E o foco do pequeno e médio administrador também muda de direção, se preocupando menos com problemas operacionais e mais com seu próprio lucro. O que todas empresas precisam ter, principalmente em momentos incertos.

* Ana Claudia Plihal é Diretora da Cisco do Brasil para o segmento de PMEs.

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