Google investe US$ 120 milhões em empresa chinesa de e-Sports, a Chushou

Por Redação | 05 de Janeiro de 2018 às 12h41
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A indústria dos jogos competitivos online vem crescendo cada dia mais. A exemplo disso, o YouTube até mesmo lançou um serviço especializado para streamers e jogadores em 2015. Agora, buscando expandir ainda mais os negócios dentro desta área, a Alphabet Inc., holding da Google, levantou US$ 120 milhões de financiamento ao lado de investidores sobre a Chushou TV, uma plataforma chinesa de transmissões de jogos online.

A Chushou foi fundada em 2015 como um serviço online dedicado a e-Sports, por onde os usuários conseguem transmitir seus jogos. A plataforma tem cerca de 8 milhões de streamers e 250.000 transmissões ao vivo por dia.

Além de alavancar sua presença na China, onde a gigante de buscas americana atualmente é bloqueada, o acordo fechado entre a Chushou e a Google também visa expandir os serviços da empresa chinesa, alcançando espectadores estrangeiros, já que os serviços de streaming ao vivo são ferramentas populares entre jogadores e entusiastas de e-Sports ao redor do mundo – e especialmente na China.

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Ainda não foram revelados detalhes sobre a participação da Google ou a avaliação da Chushou no acordo, mas este não é o primeiro investimento da gigante de buscas no país. A porta de entrada foi a participação minoritária em uma arrecadação voltada para uma startup de inteligência artificial (IA) de Beijing, a Mobvoi, em 2015.

Houve ainda o projeto AlphaGo no último ano, um algoritmo capaz de vencer diversas partidas de Go contra jogadores famosos do segmento, o que culminou no lançamento de um laboratório de pesquisas dedicado a IA na China em dezembro. O documentário sobre o AlphaGo até mesmo entrou para o catálogo da Netflix recentemente. Ainda no fim de 2017, o CEO da Google, Sunder Pichai, participou do evento World Internet Forum em Wuzhen.

A Google havia deixado de atuar na China em 2010 quando não cumpriu com os requerimentos chineses de censura exigidos pela lei local. A empresa foi obrigada a mover os negócios para Hong Kong, que opera sob diferentes jurisdições, mas em todas as demais áreas do país seus produtos foram bloqueados pelo sistema de defesa tecnológica da China (The Great Firewall of China), incluindo os mecanismos de busca e até mesmo o Maps, Gmail e YouTube.

A passos pequenos, porém, a gigante parece estar reestabelecendo seu relacionamento com a potência mais populosa do mundo.

Fonte: First Post, Variety

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