Explicando microsserviços para CEOs

Por Boris Kuszka | 26 de Fevereiro de 2018 às 20h05

Já reparou que qualquer apresentação de negócio hoje em dia traz alguns slides sobre Transformação Digital? É nesse momento que é aberta a discussão sobre como empresas como o AirBnB, Uber e Netflix, marcas ícones da chamada economia disruptiva, romperam com paradigmas e se tornaram grandes referências em seus mercados.

Embora dedicadas a ramos diferentes, o princípio é o mesmo: as empresas precisam se tornar empresas de software. Mas não qualquer software: aplicativos preparados para utilizar várias infraestruturas de cloud computing distintas, seja cloud privada, seja cloud pública, aplicativos construídos com base em microsserviços.

Quando falamos de desenvolver aplicativos baseados em microsserviços, não estamos mudando apenas o produto final, o software que está sendo desenvolvido; mas o processo de desenvolvimento, a automação dos ambientes de desenvolvimento, teste e produção, as formas de testar, a maneira das equipes interagirem e até as responsabilidades de cada grupo, que mudam em prol de um ambiente mais ágil e propício para a inovação.

Você sabe o que são microsserviços? De maneira geral, são pedaços menores de uma aplicação maior, e realizam tarefas específicas dentro da experiência geral da aplicação. Muito além dos detalhes técnicos dessa tecnologia, existem formas mais simples de levar esse conhecimento a quem está no comando do negócio. Veja a seguir algumas formas simples de explicar as vantagens dos microsserviços para CEOs:

Acessível em qualquer lugar. Com os microsserviços, que são leves, modulares e limitados por contextos, uma aplicação pode ser acessada por meio de um navegador de internet ou num aplicativo móvel. Os microsserviços concedem a um software a capacidade de ser utilizável em qualquer modelo de interação que o cliente deseja. Uma API é uma maneira de representar um serviço de negócios como uma interface programável. Enquanto partes de um aplicativo podem viver em um cliente local, os elementos principais devem interagir com um conjunto de APIs no backend. Isso permite flexibilidade do usuário e oportunidades mais amplas para se integrar com aplicativos de parceiros ou clientes.

Engajamento em tempo real. Por permitirem o desenvolvimento constante, os microsserviços conferem à aplicação uma característica bastante desejada pelos usuários: a experiência de interação em tempo real. A tecnologia garante a implementação por meio de linguagens de programação, bancos de dados e ambientes de desenvolvimento diferentes. Se a experiência digital para um cliente é agora um serviço de software, é importante para a empresa poder construir esse software (aplicativos) rapidamente e com alta qualidade. Os sistemas devem estar no lugar para permitir a velocidade e a qualidade. Isso é chamado de integração contínua (CI) e implantação contínua (CD).

Personalização. Com os microsserviços, todas as interações do usuário são facilmente mapeadas e guardadas em tempo real. É com base nessas interações que o sistema irá aplicar a lógica de negócios para personalizar a experiência. Por serem organizados de acordo com suas capacidades, a tecnologia simplifica o processo de aprender com as interações dos clientes e melhorar a experiência com o tempo.  É fundamental coletar uma visão sobre como os clientes interagem com os negócios digitalmente, e esses dados devem ser compartilhados em equipe técnica e comercial para ajudar a melhorar constantemente o produto. No mundo digital, a estratégia é um modelo em constante evolução que exige informações orientadas por dados.

Tecnologia e negócio caminhando juntos. Tanto os times de tecnologia (desenvolvimento e operações) quando os de negócios têm a visibilidade dos dados que vem da interação dos usuários. Essa é uma “experiência digital” em que os líderes do negócio devem trabalhar perto dos líderes de tecnologia para partir da “ideia” até a “execução”. Para um produto ou serviço digital, os custos operacionais em curso são equivalentes aos custos de mercadorias vendidas. Ser capaz de otimizar esses custos é um elemento crítico para tornar o produto digital um sucesso. As empresas podem diferenciar seus serviços digitais na experiência do usuário, bem como controlar de perto o custo para operar esses serviços.

Sempre atualizado. Por rodarem de forma independente, os microsserviços conferem à aplicação a habilidade de estar frequentemente atualizada para acrescentar novas características ou ser modificada para ajustar a experiência com base nos dados de interação. O negócio não vai mais prever o futuro com 12-18 meses de antecedência. Em vez disso, ele deve ser capaz de se ajustar rapidamente às mudanças nas expectativas do cliente. Uma vez que o aplicativo foi construído (ou atualizado) e testado, é fundamental poder entregá-lo ao cliente de forma rápida e frequente. A automação não só torna esse processo repetível (e mais seguro), mas ajuda com o objetivo de reduzir os custos operacionais.

Resumindo: desenvolvimento de aplicativos baseados em microsserviços aumenta a relevância da sua empresa, trazendo inovação em uma velocidade muito maior, com menos riscos, e permite utilizar as infraestruturas modernas de cloud computing de maneira muito mais eficiente.

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