Com franquias e parceiros, Warner firma liderança no mercado brasileiro de games

Por Felipe Demartini | 03 de Agosto de 2018 às 13h12
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Warner Bros

O WB Games Summit não foi apenas uma ocasião para que jornalistas, varejistas e convidados conhecessem os principais lançamentos da distribuidora para o futuro próximo. Claro, a presença do remake de Resident Evil 2 entre os jogos disponíveis para os credenciados chamou muito a atenção, bem como FIFA 19, outro dos grandes nomes para os próximos meses. Mas, para a Warner Bros, também era hora de fazer uma demonstração de força no mercado brasileiro de games.

E se os grandes nomes presentes no evento, apenas uma amostra do que está por vir, não são suficientes para demonstrar isso, os números apresentados mais do que comprovam. Durante o encontro, que aconteceu em uma sala de cinema do shopping JK Iguatemi, em São Paulo (SP), a companhia revelou seu domínio no setor, com mais de 39% de market share, de acordo com números da Gfk.

Os grandes títulos e as parcerias são um dos grandes motores de todo esse poder. Olhando para trás, Cleyton Oliveira, diretor de marketing e vendas da Warner Bros no Brasil, lembrou que os parceiros estavam ali para a oitava edição do Games Summit, mas diante de um mercado que era dez vezes maior. Quando tudo começou, o PS2 ainda era o console mais vendido por aqui e muitos dos números eram oriundos do mercado cinza.

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Fortes números marcaram a apresentação para a imprensa e convidados do WB Games Summit (Imagem: Felipe Demartini)

O crescimento do setor, é claro, acompanha uma tendência global, mas, no Brasil, esse aumento é bem mais acelerado. Em 2017, o incremento nas vendas de consoles da atual geração, como o PlayStation 4 e o Xbox One, foi de 25% e a expectativa para 2018 é que esse aumento seja de 32%. É mais do que o previsto para o mercado global como um todo e também para a América Latina, onde os números estão na faixa dos 13%.

Somente no Brasil, são 75,7 milhões de jogadores, que gastam anualmente cerca de US$ 1,5 bilhão em jogos. São dados que colocam o nosso país na 13ª posição no mercado global e com muito espaço para crescer, já que a população conectada à internet é de 142 milhões de pessoas – ou seja, apenas metade disso joga, com amplo potencial de crescimento. Um espaço que a distribuidora, em sua apresentação, demonstrou estar bastante disposta a preencher.

Grandes nomes, unidos

Hoje, a Warner Bros distribui no Brasil os títulos de algumas das principais empresas de jogos do mundo. A parceria com a Electronic Arts e a Capcom já é antiga, mas, durante o WB Games Summit, Oliveira também comemorou o recém-completado primeiro ano de união com a Ubisoft, uma das maiores companhias de jogos em atuação direta no mercado brasileiro, e também a chegada da IO Interactive, recém-saída do guarda-chuva da Square Enix e com total controle sobre a franquia Hitman.

Das 20 maiores franquias do mundo, dez são distribuídas no Brasil pela Warner (Imagem: Felipe Demartini)

Com tudo isso, a companhia detém o poder de distribuição nacional de 10 das 20 maiores franquias de games do mundo, novamente, de acordo com os números da Gfk. Os nomes são consagrados – FIFA, Resident Evil, Assassin’s Creed, Monster Hunter, Need for Speed, Battlefield e Mortal Kombat, apenas para citar alguns.

“Os nossos jogos vendem bem e continuam assim, mesmo anos depois de seu lançamento”, citou Oliveira, afirmando que o game de luta da NetherRealm Studios, inclusive, é um dos principais motores de crescimento da Warner Games no mercado de catálogo, onde ela também é líder. Hoje, o domínio é de 33% nesse segmento, com não apenas Mortal Kombat XL, mas também jogos antigos de séries como Lego e Resident Evil servindo para alavancar esse domínio.

A parceria entre a Warner Bros e as principais companhias de games do mercado também permite a participação no que já é citado como o maior ano da história de muitas delas. Pelo menos é com essas palavras que Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft para a América Latina, define o 2018 da companhia, com nomes como Far Cry 5, Assassin’s Creed Odyssey e The Division 2 sendo apenas alguns exemplos do que está previsto ou já chegou às mãos dos jogadores.

Em plena crise econômica, a empresa francesa viu suas vendas de jogos físicos aumentarem 12%, enquanto as receitas digitais cresceram 38%. Mais do que isso, a companhia se tornou a maior marca do Facebook brasileiro, acima de grandes nomes como Coca-Cola ou Apple, tudo na base do engajamento com os fãs e dezenas de produções originais para plataformas de streaming, além de conteúdo ao vivo.

A Capcom é outro exemplo de momento brilhante. Basta olhar que, para os próximos meses, estão previstas as chegadas de Mega Man 11, marcando o retorno do robozinho azul em sua forma clássica, mas aproveitando todo o potencial das novas gerações de plataformas, e do todo poderoso remake de Resident Evil 2.

A força do título é tão grande que, mesmo antes do lançamento, que só acontece em janeiro, a companhia já fala em expandir sua oferta de remasterizações e remakes, de olho no retorno de boas e velhas marcas. O anúncio da localização da reimaginação da aventura de Leon e Claire por Raccoon City foi comemorado e, como dito, ao lado de FIFA 19, Resident Evil 2 foi o game mais procurado do WB Games Summit.

Outras iniciativas dedicadas ao público brasileiro devem auxiliar nesse crescimento, como as finais de Injustice 2 e Just Dance, que devem acontecer por aqui, além do lançamento de edições especiais, pacotes exclusivos e recursos dedicados, como a dublagem do Superboy, John Kent, que no Brasil contará com a voz do youtuber AuthenticGames.

Se a Warner já é, hoje, a maior empresa do mercado brasileiro, seu propósito claro é continuar expandindo. E se depender do microcosmo de seu evento para mídia, varejistas e convidados, isso não vai ser nada difícil de atingir.

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