Ciber-risco e novas tecnologias devem impactar os negócios dos CIOs até 2018

Por Redação | 23 de Março de 2016 às 06h00
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A Deloitte divulgou a sétima edição do estudo "Tech Trends 2016 - Innovating in the Digital Era", que aponta algumas das principais tendências tecnológicas que devem impactar os negócios nos próximos dois anos. O relatório também passa pelos temas mais relevantes que estão nas pautas dos CIOs atualmente e de como esses executivos lidam com o impacto social das tecnologias exponenciais, ciber-risco, a reinvenção do core dos sistemas, plataformas autônomas e a importância da velocidade de TI.

De acordo com a pesquisa, as transações digitais se tornaram o padrão da economia global graças ao Blockchain, termo em inglês para o movimento da democratização da confiança. O problema é que muitas dessas transações dependem de instituições tradicionais e são geridas e certificadas de forma ineficiente. O Blockchain, por sua vez, possibilita a distribuição da contabilidade e a elaboração de contratos inteligentes, permitindo às organizações redefinir a forma como o valor é trocado entre as partes. Isso estimula novas abordagens à gestão de ativos, fidelidade dos clientes, prontuários médicos eletrônicos, pagamentos internacionais e muitos outros cenários.

Já quando se trata de realidade virtual e de realidade aumentada, há novos horizontes. O futuro das soluções móveis depende cada vez mais dos dispositivos vestíveis, especialmente agora que essas soluções estão mais presentes no mercado. Essas tecnologias têm potencial também nas empresas, com recursos que podem reformular os processos de negócio ou revisar fundamentalmente as experiências dos clientes. A evolução da interação, que antes se resumia a apontar, clicar e digitar, hoje abrange novos comandos, como tocar, deslizar e falar. Com a interação intuitiva, o gesto, o humor e o olhar passam a ter um espaço importante.

Há novas perspectivas em diversas áreas da evolução tecnológica. O valor da Internet das Coisas (IoT), por exemplo, não é mais mensurado de acordo com a quantidade de sensores instalados ou o número de novos dispositivos conectados. A eficácia dessa tecnologia está no potencial de reinventar os processos e reescrever os negócios, o governo e a sociedade. As organizações mais evoluídas já estão controlando esse recurso por meio de abordagens inovadoras até a preparação de eventos, análise cognitiva e robótica.

Com essas transformações, há um impacto social das tecnologias exponenciais no mundo. Uma classe emergente de empreendedores tem acessado, adotado e feito experimentos com tecnologias exponenciais. Essencialmente, as mesmas forças que impulsionam a inovação e o crescimento no mundo dos negócios também podem impulsionar a transformação nas áreas sociais. Os maiores desafios da humanidade em educação, saúde, mudanças climáticas e até em direitos civis podem ser vistos sob uma ótica diferente enquanto as tecnologias disruptivas alimentam a solução criativa de problemas.

O ciber-risco continua sendo uma preocupação universal, incluindo implicações em segurança, privacidade e conformidade. De acordo com a pesquisa, não se trata mais de um tema à parte, mas sim de uma disciplina empresarial inserida no planejamento, projeto e realização de cada nova tendência em tecnologia. As organizações precisarão equilibrar suas prioridades para experimentar novas áreas e, mais importante, determinar de que forma enxergar além das preocupações atuais para estimular a inovação e sair à frente nas áreas mais cruciais para os negócios.

Além de todas essas tendências, o estudo Tech Trends aponta a necessidade de reinventar o core dos sistemas, das plataformas autônomas e a importância de empregar a TI na velocidade certa.

As empresas brasileiras, em diferentes estágios de maturidade, podem observar com atenção essas novas realidades para analisar se as ações que adotam estão alinhadas com tendências globais, e se preciso, redefinir suas prioridades. "Definir, avaliar e mensurar os benefícios obtidos por meio de novas tecnologias ainda é um grande desafio", avalia Claudio Soutto, sócio da área de Consultoria em Tecnologia da Deloitte. "Os CIOs precisam liderar esses projetos. É preciso encontrar novas abordagens para criar valor real para o negócio, sempre avançando a partir das realidades de hoje", conclui.

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