Chefe de RH da Uber renuncia após escândalos de discriminação racial

Por Natalie Rosa | 11 de Julho de 2018 às 09h59
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A chefe de RH da Uber, Liane Hornsey, pediu demissão 18 meses após o início de uma investigação sobre como ela havia lidado com acusações de discriminação racial.

Hornsey, que além de chefe de recursos humanos era uma das principais porta-vozes referente à diversidade e discriminação da empresa, anunciou sua renúncia à equipe através de um e-mail enviado nesta terça-feira (10). Ela foi denunciada anonimamente e acusada de negligenciar as queixas de funcionários relacionadas a racismo.

Os últimos 18 meses foram repletos de denúncias não só de discriminação racial, mas também de assédio sexual, e muitos questionaram os esforços do diretor executivo da Uber, Dara Khosrowshahi, para mudar essa cultura. Ele assumiu a empresa no ano passado, após Travis Kalanick deixar o cargo perante uma série de escândalos.

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Khosrowshahi se pronunciou sobre a saída de Hornsey dizendo que ela era "incrivelmente talentosa, criativa e trabalhadora", mas sem contar a motivação da renúncia, apenas que ela "vinha pensando nisso há algum tempo".

O caso

Um grupo anônimo chamado "Uber employees of colour", ou "funcionários de cor da Uber", também havia acusado Hornsey de usar linguagem preconceituosa e comentários depreciativos sobre Bernard Coleman, diretor global de diversidade e inclusão da Uber.

O grupo alega que a chefe de RH também teria denegrido e ameaçado a ex-executiva da Uber, Bonzoma Saint John, que deixou a empresa em junho e que, provavelmente, está por trás da renúncia de Hornsey.

Um porta-voz da companhia acredita que as investigações contra a agora ex-chefe de RH "foram conduzidas de maneira imparcial, completa e confiável, e que as conclusões da investigação foram abordadas de forma adequada".

Em março, a Uber concordou em pagar US$ 10 milhões para acertar uma ação coletiva que denunciou a companhia por discriminação de mais de 400 mulheres e minorias. Dois meses depois, em maio, uma das mulheres deixou a ação coletiva para processar a companhia por discriminação de gênero e raça.

Fonte: The Guardian

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