Apple e Foxconn reconhecem culpa em violações de leis trabalhistas na China

Por Rafael Arbulu | 09 de Setembro de 2019 às 09h07

A um dia de revelar os novos modelos do iPhone, a Apple e a Foxconn reconheceram acusação feita pelo órgão regulatório trabalhista da China indicando que elas contratam funcionários temporários demais em períodos que antecedem o lançamento de novos smartphones.

O China Labor Watch acusou ambas as empresas de terem até — e, vez ou outra, passarem — 50% de sua força de trabalho nos “chãos de fábrica” e linhas de montagem dos iPhones constituída de funcionários temporários. A lei chinesa estabelece que apenas 10% do contingente de funcionários podem ser de caráter temporário. O órgão ainda diz que a maior parte desses temporários não está sendo devidamente compensada, com bônus e outros benefícios não lhes sendo entregues conforme supostas promessas.

A Apple disse que, de fato, emprega mais pessoas em caráter temporário em ocasiões específicas do ano, comprometendo-se a averiguar, junto com a Foxconn, o que vem acontecendo e estabelecer formas de coibir essa prática no futuro.

A Foxconn é conhecida por prestar serviços de montagem e fabricação para várias empresas que produzem bens de consumo: órgão regulatório chinês disse que a empresa, junto da Apple, abusa da contratação de funcionários temporários

Entretanto, ambas as companhias negaram quaisquer erros nas compensações dos funcionários. "Nós pudemos confirmar que todos os trabalhadores estão sendo apropriadamente compensados, incluindo bônus e horas extras. Todas as horas extras foram desempenhadas em caráter voluntário e não encontramos evidências de trabalho forçado”, disse um porta-voz da Foxconn em comunicado.

A notícia não vem em uma hora muito boa para a Apple. A companhia marcou um evento próprio voltado ao público consumidor para esta terça-feira, dia 10 de setembro. A expectativa é de que a fabricante americana anuncie a nova geração do iPhone, além de outros produtos, como um novo iPad e uma nova versão do Apple Watch, bem como a chegada da nova versão do iOS 13.

Fonte: Bloomberg

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