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Apple deve abandonar LCD e adotar OLED de vez nos iPhones de 2020

Por Wagner Wakka | 23 de Janeiro de 2019 às 09h25
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O desempenho ruim da linha 2018 de iPhones ainda anda deixando muita gente no vermelho. A Japan Display, uma das fornecedoras de telas LCD para a Apple, está pedindo ajuda para a holding taiwanesa TPK e para a estatal Silk Road para se recuperar do baque da queda de produção do ano passado. O motivo principal, contudo, é que ela provavelmente sabe que não deve se recuperar em 2019. Isso porque a Apple está planejando adotar de vez o OLED para os iPhones que serão lançados em 2020.

A Japan Display foi a fornecedora de LCD para o iPhone XR, aparelho que teve o melhor desempenho em vendas na linha de smartphones lançada no ano passado, mesmo assim o desempenho do aparelho foi muito abaixo do esperado. Com isso, a Apple pediu um corte de produção no final do ano passado, quebrando o planejamento das fabricantes de displays. A produção com a Apple representava mais da metade da receita da Japan Display, o que colocou a companhia em problemas financeiros.

Agora, ela busca as companhias orientais para tentar um acordo para se recuperar. A proposta é de que essas empresas façam um investimento de 60 bilhões de ienes (cerca de R$ 2,07 bilhões) com a promessa de retorno de 30% sobre o investimento, ainda com possibilidade de maior controle sobre a fabricante japonesa. As informações são do Wall Street Journal, que disse ter tido acesso a fontes próximas à negociação.

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Ainda, essa mesma fonte afirma que a Apple pode, pelo menos até 2020, abandonar de vez as telas LCD de seus aparelhos e apostar totalmente em displays OLED. Atualmente, essa é a composição de seus flagships, deixando o LCD apenas para aparelhos mais em conta da companhia, como aconteceu com o iPhone XR.

Outro fator que pode atrapalhar a tentativa da Japan Display é o governo japonês. Segundo o jornal, o país tem mostrado preocupação em permitir que empresas estrangeiras possam tomar conta de grandes companhias nacionais, podendo interferir nas negociações.

Por outros lado, a companhia também é conhecida por produzir peças de polisilício, o que ajuda a manter as temperaturas de telas mais baixas, ajudando o aparelho a ser mais eficiente energeticamente. Este é um fator importante em um mercado cujo limitante ainda são as capacidades de carregamento de bateria.

Por conta disso, a Silk Road também está interessada, segundo o jornal, em construir fábricas com a tecnologia japonesa em território chinês exatamente para vender peças para o mercado local.

Até o momento, nenhuma das empresas comentou as negociações.

Fonte: WSJ

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