Apple compra empresa de análise de tendências no mercado musical

Por Felipe Demartini | 15 de Outubro de 2018 às 10h58
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A Apple adquiriu mais um serviço digital com foco no mercado musical. A bola da vez é a Asaii, empresa que disponibiliza uma ferramenta com uma promessa hiperbólica: “encontrar o próximo Justin Bieber”. A tecnologia utiliza dados de redes sociais e dos maiores serviços de streaming para encontrar tendências e músicos que estão ganhando destaque, de forma a facilitar a vida de gravadoras e agências de publicidade na descoberta de revelações.

O valor da compra não foi revelado, mas ela teria custado menos de US$ 100 milhões para a Apple. É um valor baixíssimo diante de um movimento para fortalecer seu serviço de streaming de música e, principalmente, as relações com a indústria fonográfica e artistas independentes na medida em que a concorrência faz o mesmo, atendendo aos vários pedidos de upload das próprias faixas e organização de álbuns e playlists pelos músicos ou seus agenciadores.

No caso da Asaii, entretanto, a ideia parece ir além de apenas dar suporte, também entendendo os movimentos dos usuários em um mercado altamente veloz. A ferramenta afirma ser capaz de separar os artistas revelação e indicá-los a seus clientes de 10 semanas a um ano antes de um grande estouro, dando tempo suficiente para a realização de ações e campanhas que aproveitem da notoriedade obtida, seja ela relâmpago ou não.

A Apple não se pronunciou sobre a aquisição; a Asaii também não fez nenhum comentário sobre o assunto. A confirmação da compra, entretanto, veio por meio de Cameron Baradar, fundador da The House, fundo de investimentos em startups que foi um dos primeiros a apostarem na plataforma de análise de mercado. Para o executivo, a compra garante que a Maçã continue na vanguarda do mercado fonográfico e auxilia a companhia a criar relações com os artistas de interesse.

Enquanto os detalhes da negociação não foram revelados, o perfil de alguns funcionários da Asaii no LinkedIn deram uma pista. Conforme indicou o The Verge, muitos deles, incluindo executivos-chave, agora listam a Apple como empregadora, o que indica que a companhia deve ser integrada completamente à estrutura do Music e não mais prestar seus serviços para a concorrência. Um comunicado oficial, quando vier, deve esclarecer de vez os termos da aquisição.

Fonte: Music AllyThe Verge

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