App de telemedicina Babylon Health anuncia fusão avaliada em US$ 4,2 bilhões

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 11 de Junho de 2021 às 21h20
Divulgação/Babylon Health

Fornecedora de serviços de saúde baseados em um aplicativo para smartphones, a Babylon Health anunciou no começo de maio que planeja abrir suas ações para o mercado norte-americano. A empresa vai fazer isso através da fusão com a Alkuri Global Aquisition Corp, um grupo que atua como Companhia com Propósito Especial de Aquisição (SPAC) e avalia a parceira em US$ 4,2 bilhões (R$ 21 bilhões).

A companhia resultante da fusão será conhecida somente como Babylon e terá como CEO o Ali Parsa, fundador da empresa de telemedicina; enquanto um representante da Alkuri Global vai se juntar ao quadro de diretores. Apostando na inteligência artificial, a plataforma atende a pessoas com problemas de saúde e as guia para consultas presenciais quando necessário.

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Imagem: Divulgação/Babylon Health

Fundada em 2013, a Babylon já ofereceu mais de 8 milhões de consultas virtuais e tem uma base de mais de 24 milhões de usuários na Europa, América do Norte, África e Ásia. A empresa pretende usar a fusão como uma forma de aumentar sua presença nos Estados Unidos, onde já trabalha com clientes como o Mount Sinai Health Partners.

“Tornar-se uma companhia pública é somente outro passo em nossa jornada. Estamos no começo de nosso trabalho para reimaginar nosso setor, para torná-lo primariamente digital e focado na prevenção, mudando o foco dos cuidados de doentes para o verdadeiro cuidado da saúde”, afirma Parsa.

O app da Babylon promete oferecer uma solução de saúde completa, oferecendo desde consultas de rotina a cuidados urgentes. Para isso, ele usa uma inteligência artificial que promete “imitar o cérebro de um médico” e tem como foco o uso de cuidados preventivos que se provam mais acessíveis do que planos de saúde tradicionais.

No entanto, testes realizados em 2017 mostram que entre 10% a 15% dos resultados mais frequentes do aplicativo falham em perceber a existência de condições mais sérias ou estavam totalmente errados. A própria equipe da companhia reconheceu a questão e afirma continuar trabalhando em meios de aprimorar suas tecnologias.

Fonte: Forbes, Babylon Health

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