Após internacionalização para os EUA, Datablink mira na Ásia para expansão

Por Rafael Romer | 05 de Julho de 2016 às 08h41
photo_camera Reprodução

No final de 2014, a desenvolvedora brasileira de soluções para autenticação e segurança em transações online BRToken iniciou seu processo de internacionalização. A partir da fundação da nova Datablink, a companhia nacional mudou de nome e migrou sua sede para os Estados Unidos, pronta para explorar novas oportunidades entres bancos, empresas de serviços financeiros e o setor de seguros.

Um ano e meio após o processo, a Datablink salta para um segundo projeto de internacionalização, voltado, desta vez, para o leste e mirando em mercados asiáticos em expansão, como as Filipinas, Tailândia, Indonésia, Taiwan, Singapura, Índia e China.

De acordo com César Lovisaro, vice-presidente de Contas Estratégicas da Datablink, o planejamento de expansão para os mercados asiáticos teve início ainda em 2015, mas só a partir de fevereiro deste ano começou a tomar forma. Para a empresa, a Ásia atualmente possui um ecossistema financeiro semelhante ao brasileiro, o que permitirá a exportação do know-how da companhia no setor, com maior potencial de atração de novos clientes.

"O modo como os bancos oferecem serviços para os clientes e, principalmente, os tipos de fraude são muito semelhantes ao Brasil", comentou o diretor de operações, Fernando Lau. "Isso está ajudando bastante a expansão".

Na atualidade, a empresa já possui um executivo dedicado a coordenação dos negócios da região, baseado em Singapura e responsável por criar as conexões entre a Datablink e parceiros e revendedores locais - o único modo de abrir espaço e novas oportunidades de negócio por lá, segundo os executivos.

Por enquanto, já são 15 parceiros atuando na região, que têm explorado principalmente o mercado de soluções de autenticação digital segura para dispositivos móveis - setor que deve representar cerca de 70% dos potenciais negócios que a Datablink enxerga para a região. Os outros 30% de potenciais negócios devem vir através da venda de tokens físicos da empresa, utilizados para assinatura e autenticação de transações.

"A Ásia já tinha diversas soluções baseadas em OTP [sigla para one-time password, ou autenticação via senha simples], semelhantes às que encontramos por aqui. Mas tem um nicho de mercado para autenticações avançadas, através de assinaturas eletrônicas de transações - tanto para tokens físicos quando para tokens digitais", afirmou Lau.

A empresa ainda não abre números sobre a operação asiática, mas afirma que tem "esperança" no desenvolvimento dos negócios no continente, que devem trazer resultados ainda neste ano. Um dos primeiros negócios fechados, no entanto, foi com o banco Danamon, na Coréia do Sul, que adotou soluções de tokens físicos e digitais da empresa.

Dificuldades nos EUA

Apesar de o plano original de internacionalização ter mirado nos Estados Unidos, a recente expansão da companhia para a Ásia coloca a operação norte-americana em uma espécie de "stand-by". Após chegar ao país, a Datablink enfrentou problemas com as características do setor, muito mais pulverizado e descentralizado do que o brasileiro, o que dificultou a comercialização de soluções como a empresa praticava no Brasil, focada em grandes grupos.

A expectativa, agora, é de uma mudança de foco nos Estados Unidos, que deve colocar o mercado corporativo na mira com a oferta de autenticação mobile para setores como indústria, saúde e grandes empresas.

Apresentada no final de junho, a solução Mobile 110 é uma das ofertas que pode encontrar tração nos EUA, focada no uso da tecnologia push para assinatura de transações e autenticação mobile segura, substituindo soluções de autenticação via SMS - vulneráveis a interceptação por malwares. Em breve, a empresa também deverá portar suas soluções de autenticação para o Apple Watch, o que também tem potencial para conquistar mercados como o norte-americano.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.