Anúncios irregulares pelo Mercado Livre caem 27% no 2º semestre de 2021

Anúncios irregulares pelo Mercado Livre caem 27% no 2º semestre de 2021

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 19 de Maio de 2022 às 22h00
Reprodução/Mercado Livre

O Mercado Livre removeu quase 6 milhões de anúncios da plataforma na América Latina, de acordo com seu relatório de transparência referente ao segundo semestre de 2021. A terceira edição do documento, divulgado na quarta-feira (18), diz que o volume representa cerca de 1% dos mais de 585 milhões de anúncios publicados entre julho e dezembro do ano passado.

Na comparação com o semestre anterior, a quantidade de anúncios que foram moderados caiu 27%. Do total, 99,15% foram detectados pelas equipes de prevenção a fraudes, que também usam inteligência artificial e aprendizado de máquina. As ferramentas aprendem com as denúncias e exclusões, permitindo a mediação automática. Em menos de um segundo, as máquinas analisam mais de 5 mil variáveis para detectar conteúdo que violem os termos de uso.

Segundo o Mercado Livre, a cada denúncia recebida o sistema da plataforma remove em média oito vezes mais anúncios irregulares. Menos de 1% do conteúdo moderado corresponde a denúncias de usuários por meio do botão Denunciar, presente na publicidade, ou pelas autoridades a partir de acordos e parcerias. Mas as equipes da empresa também realizam buscas manuais com o apoio de centenas de funcionários.

Quantidade de anúncios irregulares no Mercado Livre 27% no trimestre (Imagem: Reprodução/Andrea Piacquadio/Pexels)

O Mercado Livre conta com o Brand Protection Program (BPP), programa que automatiza o combate à pirataria, falsificação e fraudes na plataforma. Atualmente, o BPP tem mais de 6,7 mil membros, titulares ou representantes de propriedade intelectual que usam gratuitamente a ferramenta para denunciar produtos suspeitos de infringir marcas registradas, direitos autorais, patentes e desenhos industriais. Houve uma redução em 41,2% no número de denúncias do BPP, na comparação com o relatório anterior.

“O número de denúncias é proporcionalmente pequeno quando consideramos o volume de itens anunciados diariamente no nosso e-commerce. Mesmo assim, em cooperação com os titulares de DPI [direito de propriedade intelectual], investimos para diminuir cada vez anúncios infratores, sempre com foco na melhor experiência ao usuário”, ressalta Igor Donato de Araújo, gerente de proteção à propriedade intelectual do Mercado Livre no Brasil.

Suposta importação ilegal no Mercado Livre

O Mercado Livre recentemente foi alvo de acusações de empresários brasileiros. O Ministério da Economia estaria preparando uma medida provisória (MP) para inibir a atuação de marketplaces como Shopee, AliExpress e Mercado Livre. Segundo o jornal O Globo noticiou em março, varejistas brasileiros acusam as empresas de venda de produtos importados sem cumprir todas as taxas e requisitos legais no país.

Na época, o Mercado Livre respondeu que acompanha a discussão em torno da medida provisória, mas que "não se enquadra no questionamento levantado por parte do setor varejista e acredita que a adoção de boas práticas, qualidade da oferta e experiência do usuário não dependem da nacionalidade de pessoas ou empresas".

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