Andy Rubin acredita que inteligência artificial é a próxima grande tendência

Por Redação | 08 de Outubro de 2015 às 12h20

Entras as tendências que irão emergir na computação nos próximos anos estarão as tecnologias que serão capazes de fazer com que os dispositivos sejam mais inteligentes e possam interagir de maneira mais natural com os humanos e realizar muitas tarefas que hoje nós mesmos precisamos fazer. Isso será concretizado por meio da robótica e da inteligência artificial.

Andy Rubin, criador do Android e que deixou o Google no ano passado, também acredita que esta seja uma forte tendência futura. Depois de ter saído da companhia de Mountain View, Rubin estudou uma forma de empregar o seu tempo e contou parte de seus objetivos durante a conferência Code Mobile.

"Eu estava cortando minha grama por muito tempo, e eu pensei que deveria voltar aos negócios. Eu sou um empreendedor e estou otimista", afirmou o criador do sistema operacional móvel do Google.

Rubin falou sobre as máquinas que já utilizamos em casa e as atuais capacidades que já estão inseridas nelas, mas que precisam ser melhor exploradas. Para ele, a computação na nuvem abriu uma extensa porta de possibilidades para desenvolvimento destas máquinas e dispositivos, e poderá potencializar o uso de informações por meio delas.

Andy Rubin também explicou durante a conferência porque decidiu sair do Google depois de coordenar o desenvolvimento do Android e dirigir a divisão de projetos especiais Google X. No ano passado, o executivo deixou a empresa para criar uma nova empresa, denominada Playground Global, que auxilia startups na área de hardware. Um dos investidores da companhia é o próprio Google.

Sua decisão de deixar o Google teve relação com sua vontade de encarar novos desafios, que incluem administrar os 300 milhões de dólares destinados ao investimento em empresas de hardware que sua própria companhia gerencia.

Para Andy Rubin, sua empresa ajudará outras a criar redes de inteligência artificial altamente inteligentes. Para isso é necessário que todos os dados e informações absorvidos por dispositivos conectados à Internet se combine com uma rápida evolução de tecnologias de aprendizagem profundas. Essas redes de AI irão saber, por exemplo, sobre as configurações do seu termostato, sua rotina de exercícios ou o equilíbrio químico da sua piscina.

"A única coisa que vai ser nova é a parte da nuvem que está firmando a inteligência com base em toda a informação que está por vir", disse Rubin. "Talvez essa coisa na piscina não seja uma má ideia se esse trabalho for treinar uma rede neural de análise química do que está na água".

Fonte: Re/code

Fonte: http://recode.net/2015/10/07/android-creator-andy-rubin-on-the-next-phase-of-computing-hints-at-skynet/