Agências digitais podem estar com os dias contados se depender dos bancários

Por Redação | 16.09.2016 às 10:40 - atualizado em 16.09.2016 às 11:08

Os modelos de agências digitais têm sido uma mão na roda para quem possui conta em banco. Isso porque permitem o atendimento por gerentes em horário estendido de forma online, com mais rapidez e sem a necessidade do correntista se deslocar até uma agência física, onde pode enfrentar filas.

Só que para os bancários, a história é outra. A greve que os mantém paralisados por todo o país há mais de dez dias visa forçar os bancos a repensar os modelos de agências digitais. Para eles, apesar de indicarem revolução, as agências digitais são basicamente centrais de atendimento com funções bancárias, o que moveu parte das operações para outro tipo de ambiente.

“A agência digital foi criada e vendida como algo revolucionário, visionário e foi entregue um telemarketing ativo e receptivo de oito horas”, disse um funcionário do Itaú ouvido de forma anônima pelo Sindicado dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.

“O resultado é catastrófico. Os clientes ficaram sem atendimento nas agências convencionais e os funcionários perderam muito em respeito, vida, saúde e carreira’’, acrescentou, destacando que os operadores de telemarketing são tratados como robôs, sem tempo para ir ao banheiro ou tomar água.

As reivindicações incluem jornada de 25 horas semanais, de segunda a sexta-feira, carga de trabalho igual a dos funcionários de agências físicas, priorização do pessoal do banco antes da abertura das vagas para trabalhadores terceirizados, e mais cuidado com o remanejamento de pessoal entre agências físicas e digitais, além de disponibilização gratuita de equipamento de trabalho.

Fonte: SpBancários