Ações da BlackBerry despencam com desconfiança de investidores

Por Redação | 21 de Agosto de 2017 às 11h49

A desconfiança dos investidores tem feito as ações da BlackBerry despencarem nas últimas semanas. Na última sexta-feira (18), os papéis da companhia fecharam em US$ 8,68 na Bolsa americana Nasdaq, revelando uma perda de um quarto em comparação aos US$ 11,74 da cotação de junho. A queda nas ações é resultado de uma competição crescente na indústria de software, o que despertou ainda mais dúvidas nos investidores.

É importante lembrar que as ações haviam se recuperado consideravelmente em junho. No início de março, os papéis estavam sendo cotados a US$ 6,65, em um período sombrio para a empresa. No entanto, a BlackBerry decidiu acentuar o desenvolvimento do sistema operacional QNX, aumentando as expectativas positivas em torno da empresa, empurrando as ações para cima. Só que os investidores reavaliaram a estratégia da companhia e viram que os esforços em conseguir crescer além de seu negócio de smartphones não estão sendo suficientes.

Os números negativos da companhia também têm colaborado para a pouca esperança dos investidores de que a empresa irá conseguir se recuperar no futuro. A receita da BlackBerry caiu espantosamente nos últimos anos, com os analistas aguardando um declínio para menos de US$ 1 bilhão este ano. Caso isso se confirme, essa será a pior receita da companhia desde 2004, que já chegou a contar com US$ 20 bilhões na época em que dominava o mercado de celulares.

Apesar de não estar conseguindo conquistar a confiança dos investidores, a BlackBerry segue trabalhando no QNX, sua maior esperança atualmente. O software é utilizado principalmente em sistemas de informações e entretenimento de veículos. Grat Courville, gerente do QNX, afirmou que espera assinar pelo menos três novos acordos importantes com outras empresas para a utilização do software. Em 2016, a BlackBerry já havia anunciado uma parceria com a Ford para expandir a utilização do QNX e realizou vários outros acordos com empresas do setor automotivo.

No entanto, os investidores veem com receio a concorrência da Intel, que recentemente adquiriu a Mobileye por US$ 15,3 bilhões para entrar no mercado automotivo. A Audi já está utilizando o sistema desenvolvido pela fabricante de chips no gerenciamento de segurança do sedan A8, que será lançado como um dos carros de condução semiautônoma mais avançados do mercado. A Toyota é outra importante montadora que não deverá contar com o sistema da BlackBerry, já que está em negociações com a Intel, Ericsson e Denso.

Fonte: Reuters

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