Oracle anuncia abertura de data center no Brasil em 2014

Por Rafael Romer | 11 de Dezembro de 2013 às 17h09
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A Oracle anunciou nesta quarta-feira (11) que deve abrir seu primeiro data center no Brasil em 2014. O centro dará suporte para a infraestrutura de nuvem da Oracle para clientes e será o primeiro da região latinoamericana. Com a adição, a empresa passa a contabilizar 18 data centers ao redor do mundo.

“Nós tivemos um tremendo sucesso na América Latina e o Brasil é um grande responsável por isso”, afirmou o Presidente Global, Mark Hurd, durante o anuncio feito no evento Oracle CloudWorld, em São Paulo. “Essa é uma região de grande importância para nossas aplicações e achamos que agora é apropriado investir em uma infraestrutura”.

A empresa ainda não divulgou dados sobre qual será o tamanho do investimento na região, nem onde o data center será localizado. A inauguração deverá acontecer em “meados” de 2014, segundo a Oracle. "Nós colocamos data centers em regiões nas quais há alguma necessidade. Nós vemos necessidades da indústria e questões de soberania de dados e queremos atendê-las", disse Hurd. De acordo com o executivo, a empresa deve operar com uma série de parceiros para a implementação de nuvens da Oracle no país.

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Questionado se o data center local tem o intuito de evitar o vazamento de dados e espionagem internacional sobre empresas brasileiras, Hurd afirma que o foco da infraestrutura não é diretamente esse, mas sim oferecer a opção do dado local para os parceiros que desejarem. "A maioria das quebras de segurança não vem de outros países. A maioria delas parte de alguém de dentro da companhia. Existe uma crença de que tudo que é interno está salvo, isso não é a realidade", afirma.

Exadata Database Machine X4

Hurd anunciou ainda o lançamento da quinta geração do banco de dados Oracle Exadata X4. A nova máquina possui novas capacidades de hardware e software que dobram o desempenho do X4 em relação ao seu antecessor. O sistema permite a compressão de dados para a implementação e processamento mais rápidos de bancos de dados.

De acordo com a empresa, as melhorias incluem ganhos de desempenho de no mínimo 50% e aumento na capacidade de armazenamento de 33%. “São dois benefícios para nossos clientes: aplicações de transações de velocidade crítica conseguem respostas mais rápidas às suas perguntas, e para aqueles preocupados com custo, é possível gastar menos com a mesma performance”, afirmou Hurd.

As taxas de entrada e saída do Exadata também foram dobradas, e agora atingem a 2,66 milhões de leituras de banco de dados de 8K e 1,96 milhões de gravações, mesmo com a compactação de flash ativada. A nova geração do Exadata já está em implementação entre alguns dos parceiros da Oracle no Brasil.

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