Modelagem 3D proporciona economia de até 40% do tempo para a Electrolux

Por Lucas Agrela | 11 de Outubro de 2013 às 12h00

A Electrolux é uma das maiores empresas do setor de eletrodomésticos do mundo. Presente em 150 países, a companhia busca renovar cerca de 40% de seu portfólio por ano em um centro de pesquisa e desenvolvimento localizado no Brasil.

A Electrolux conta com um grupo de design localizado em Curitiba (PR), que, juntamente com uma unidade em Santiago (Chile), é responsável por toda a inovação de produtos da empresa na América Latina. Os produtos criados na cidade brasileira, como lavadoras, fogões e refrigeradores, são vendidos em diversas regiões do planeta. No mundo, a empresa vende cerca de 40 milhões de produtos por ano e conta com 58 mil funcionários.

Buscando aumentar a velocidade do desenvolvimento, a Electrolux adotou uma solução de modelagem 3D da AutoDesk, que permite visualizar um projeto bastante fiel à realidade, sem que haja gastos de produção de protótipos preliminares.

O Centro de Realidade Virtual, em Curitiba, foi implementado em 2011 com o uso da plataforma chamada Autodesk Showcase. Ela permite à equipe brasileira atuar em projetos colaborativos com outros centros de design do grupo, promovendo discussões sobre design e engenharia. Dessa forma, tornou-se possível apresentar e validar projetos para departamentos de marketing e engenharia no Brasil e na America Latina, evitando custos de deslocamentos de equipe, bem como os de produção de protótipos físicos no início do desenvolvimento de produtos.

Autodesk

“Isso nos trouxe aceleração ao processo de decisão e, consequentemente, economia de tempo e dinheiro. Na prática, o investimento feito no Centro de Realidade Virtual se pagou em menos de três anos de uso”, afirma Julio Bertola, diretor de design para a Electrolux América Latina. "O tempo de desenvolvimento de produtos caiu cerca de 40%."

Bertola também disse que a empresa percebeu que a utilização do centro era muito mais versátil do que se esperava: todas as fases de desenvolvimento do produto poderiam ser tratadas diretamente na plataforma da AutoDesk.

“Por exemplo, quando se está elaborando uma nova peça, é muito comum que as primeiras versões apresentem necessidades de alterações funcionais ou estéticas. Com a versão digital, pode-se antecipar problemas do projeto na fase inicial, o que reduz a confecção de um protótipo de quatro semanas (físico) para algumas horas (virtual)”, disse Bertola.

O executivo afirmou ainda acreditar que no futuro a tecnologia vai permitir até mesmo tocar ou sentir o cheiro de produtos virtuais. Vale lembrar que a IBM prevê que em 2017 haverá uma tecnologia que permitirá "tocar objetos" por meio de smartphones. No entanto, ainda não há avanços significativos em pesquisas sobre esse recurso peculiar.

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