Máquinas inteligentes vão assumir empregos humanos em 2020

Por Redação | 14.10.2013 às 07:10
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Robôs limpando sua casa? Máquinas que realizam cirurgias médicas? Não, não é coisa de filme de ficção científica: um estudo da empresa de pesquisas Gartner afirma que, até 2020, dispositivos conectados com sistemas altamente tecnológicos vão assumir cargos que hoje são ocupados por seres humanos.

Para chegar a essa conclusão, o relatório entrevistou CEOs de diversas empresas. 60% acreditam no impacto que esses equipamentos vão causar em vários setores da indústria. "Empregos serão destruídos mais rapidamente com a chegada de máquinas mais sofisticadas, o que vai exigir capacidade do mercado para criar oportunidades de valor", disse Kennet Brant, diretor de pesquisa da Gartner.

Brant destaca que a maioria dos líderes subestima o potencial das smart machines (máquinas inteligentes) para tomar o lugar de milhões de cargos da clase média, causando aumento nas taxas de desemprego. O executivo aconselha que companhias e funcionários considerem o impacto que essa tendência pode causar no mercado de trabalho, já que hoje existem mecanismos capazes de desempenhar tarefas automáticas e, assim como o cérebro humano, aprender novas funções.

As primeiras mudanças significativas, segundo o estudo, vão começar em 2015, data limite para que as empresas desenvolvam programas e políticas corporativas que consigam aliar trabalho humano e digital. As organizações que não se adequarem ao novo modelo operacional não conseguirão atingir metas de produtividade e lucro até 2020. O relatório aponta que essas mesmas companhias devem desaparecer do mercado até 2023.

Uma nova indústria

Apesar de muitos aparelhos facilitarem a vida do consumidor, a pesquisa da Gartner levanta uma série de alertas para os próximos anos. Com a chegada de mais smart machines, sindicatos trabalhistas terão de se reorganizar e podem, como afirma o estudo, propor o fim ou o uso monitorado desses dispositivos.

Além disso, alguns países onde a mão-de-obra humana é mais usada podem entrar em colapso, já que uma parcela da população deve rejeitar o uso de máquinas inteligentes e obrigar que o governo imponha leis para impedir que esses aparelhos assumam funções que antes eram desempenhadas por humanos.

"Não estamos tão próximos de uma era de desemprego em massa. No entanto, tecnologias combinadas – softwares, realidade virtual, robótica e produtos embarcados – terão grande influência já nesta década", conclui Brant.