Fidelização e gateway: peças-chave na competitividade dos novos adquirentes

Por Colaborador externo | 19 de Maio de 2014 às 14h45

Por Jerome Pays*

Cielo e Redecard criaram ao longo de muitos anos e altos investimentos um mercado sem precedentes quando falamos em meios de pagamentos. Entretanto, desde julho 2010, com o fim da exclusividade Visa e Master, vimos uma readequação das taxas de comissões que, embora tímida, gerou reflexos para os comerciantes.

Desde essa data, novos adquirentes iniciaram operações no Brasil. Entre eles alguns genuinamente brasileiros, como é o caso da GetNet e do Banrisul, e outros estrangeiros como a Elavon, Global Payments e First Data. Consequentemente, isso potencializou o desejo de fidelizar os estabelecimentos.

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Essa luta pela fidelização dos comerciantes não será travada apenas com a redução das taxas, mas principalmente com a apresentação de novas soluções que ajudem os comerciantes a vender mais e melhor. É aí que entra a participação dos gateways de pagamento, a solução tecnológica que transmite os dados da transação.

A taxa de comissão de cartão de crédito é negociada entre o comerciante e os adquirentes em um acordo que envolve diversos conceitos, como taxa à vista, taxa para parcelamentos sem juros, com juros, antecipação de recebíveis etc. É a estratégia de venda que se reflete na carteira de soluções disponibilizadas pelos adquirentes e que justifica uma prática de tarifas diferenciadas que faça sentido para cada tipo de negócio.

A escolha de um gateway com Back Office pode oferecer uma gestão completa e 100% autônoma ao comerciante em relação aos seus contratos de adquirentes. É possível, por exemplo, parametrizá-lo para a captura de transações da Visa abaixo de R$ 99,99 com o adquirente A, da Visa acima de R$100,00 com adquirente B e de todas as outras bandeiras com o adquirente C.

Digamos que o adquirente A esteja em busca de maior volume de transações para crescer em participação de mercado e que o adquirente B esteja focado num plano de ação com tíquete médio mais alto. A negociação permitirá a todos alinharem suas expectativas em busca de melhor resultado.

Na hora de escolher um gateway, é importante analisar as oportunidades para o negócio, especialmente à otimização da taxa de comissão de cartão de crédito, com uma solução que permita tirar vantagem da conjuntura, de maneira simples e dinâmica, sem perder o foco de seu core business, que certamente não é negociar taxas com adquirentes.

*Jerome Pays é Diretor de E-Commerce da Lyra Network, empresa multinacional de origem francesa especializada na transmissão segura de transações financeiras.

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