O que a empresa pode melhorar para os colaboradores

Por Colaborador externo | 17 de Dezembro de 2013 às 06h10

Por João Moretti*

Uma das lições corporativas mais importantes que aprendi ao longo da minha carreira é que, tanto os acertos quantos os erros, são fundamentais para o crescimento profissional. Arrisco dizer que a lição aprendida com nossas falhas e equívocos costumam ser até mais transformadoras, principalmente quando encaradas como oportunidade de crescimento.

Nessa época de fim de ano é comum ver as organizações fazendo uma retrospectiva das ações, bem como o planejamento estratégico para o ano vindouro. Para tanto muitas empresas têm utilizado ferramentas de medições dos resultados para descobrir o que deu certo e o que não. E isso nem sempre é uma das missões mais fáceis. Afinal, tudo depende do objetivo proposto e de onde se partiu.

Um bom exemplo muito adotado é a pesquisa organizacional, na qual oferece aos funcionários a possibilidade de opinarem sobre as atividades exercidas ao longo do ano e sobre o clima organizacional. Além de ser uma estratégia de política de relacionamento com seu público interno.

Para facilitar a distribuição das pesquisas, as empresas têm utilizado aplicativos móveis específicos para isso. E ainda tem outras vantagens como; sustentabilidade, já que o programa dispensa o uso de papeis; e também permite que o funcionário tenha a flexibilidade de responder em qualquer lugar e a qualquer momento.

Os apps para essa finalidade devem ser planejados de acordo com as necessidades das empresas. Afinal, dependendo da quantidade de funcionários e da extensão da pesquisa, ele vai exigir um grande fluxo de informação no sistema. Por isso, é importante que sejam desenvolvidos por empresas especializadas em apps corporativos.

Uma dica importante é que a empresa também deve se atentar que o uso de pesquisas não deve ser sazonal. Embora as de satisfação sejam mais frequentes nessa época de fim e começo de ano, as grandes organizações devem adotar enquetes internas durante o ano todo. Seja para avaliar projetos ou mudanças na estrutura corporativa. É importante reconhecer a opinião dos seus colaboradores, oferecendo a eles a maneira mais conveniente para expor seus pontos de vista.

Uma recente pesquisa feita pela IDC mostra que é cada vez mais comum as empresas permitirem que os funcionários usem seu próprio smartphone no ambiente corporativo. O famoso Bring Your Own Device (BYOD) é utilizado por 38% das empresas brasileiras entrevistadas. A adoção dessa política e de estratégias que se adaptam ao novo perfil do “funcionário-conectado”, pode fazer toda a diferença no compartilhamento de informações internas, resultando em otimização na comunicação e melhor clima organizacional. Ou seja, uma hora ou outra, sua empresa precisará se adaptar a essas novas formas de interação.

Independente do formato das pesquisas, qualitativas e/ou quantitativas, para um público restrito ou não, elas são uma ponte de comunicação entre as empresas e seus funcionários. Por isso, acredito que as organizações que a utilizam como estratégia, levando em conta os resultados na hora do planejamento de ações e estratégias internas, ganham pontos no mercado e pessoas mais satisfeitas no ambiente de trabalho.

A partir da análise dos resultados, a empresa deve fazer uma avaliação dos seus pontos fortes, pontos fracos e o que fará para melhorar. No caso das pesquisas de final de ano, elas podem ser a chave para entrar em 2014 com o pé direito.

* João Moretti é diretor geral da MobilePeople – empresa especializada em soluções móveis corporativas

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