Crescimento das PMEs gera oportunidades de negócios

Por Colaborador externo | 18 de Junho de 2013 às 08h10

Por Arthur Guitarrari*

Depois de décadas desbravando o mercado e quase sem acesso a informações para o desenvolvimento do seu negócio, há pouco mais de 10 anos, o micro, pequeno e médio empresário vem mostrando sua importância para a economia brasileira. Muitos estudiosos da área econômica acreditam que as PMEs serão as principais responsáveis pelo crescimento econômico desta década, e que há, ainda, muito espaço para crescer, principalmente com os novos incentivos à formalização de trabalhadores autônomos.

Um estudo feito pela Deloitte apontou que o grande vilão que impede o crescimento das PMEs é o chamado “Custo Brasil”. Enquanto em 2009 uma matéria publicada na “The Economist”, uma das mais conceituadas publicações sobre economia no mundo, apontava o Brasil como um dos favoritos ao crescimento econômico, em 2012 a realidade mostrou-se bem diferente. Bem verdade que, em 2010, o país registrou uma taxa de crescimento de 7,5 % do PIB, mas em 2011 alcançou 2,5% e, em 2012, o índice ficou próximo de zero.

Assista Agora: Descubra o jeito certo de criar verdadeiros times de alta-performance e ter a empresa inteira focada em uma única direção.

A pesquisa mostra que 44% dos entrevistados identificam no “Custo Brasil” questões como o sistema legal e tributário, a legislação trabalhista (30%), a captação de recursos e as condições de inovação (7% cada). Esses são entraves que preocupam empresas e começam a mobilizar o setor público, que vê no fraco desempenho da economia o reflexo da falta de planejamento para esses aspectos.

Ainda de acordo com a pesquisa da Deloitte, as empresas apontam problemáticas internas que atrapalham o crescimento das PMEs, especialmente em relação à gestão empresarial. O pequeno empresário, muitas vezes, monta a empresa porque se identifica com o negócio, ou já atuava como profissional liberal, mas sem contar com nenhum tipo de preparo para lidar com questões como plano de marketing, contratação de pessoal, controle de custos, fluxo de caixa, e se vê comprometido pela falta de estrutura para competir no mercado.

Os grandes grupos já detectaram essas deficiências e estão desenvolvendo novos produtos e metodologias para lidar com o mercado formado pelas PMEs. A capacidade de compra reduzida requer tratativas e negociações diferenciadas, mas fornecedores ajudam os pequenos negociantes a formar grupos de compras para conseguir melhores condições.

Empresas conhecidas como “aceleradoras” também contribuem com o pequeno empreendedor para dar impulso aos negócios. A iniciativa surgiu porque é comum que as pessoas tenham uma ideia de um novo negócio, mas encontrem dificuldades para colocá-lo em prática. Outra ação bastante difundida no mercado é a do “investidor-anjo”, que tem como característica principal, além da injeção de dinheiro, o acompanhamento e a profissionalização da gestão, um dos principais gargalos para a expansão.

As PMEs representam grande parte das empresas brasileiras e determinam um potencial consumidor para o mercado em geral, que deve entender seus anseios e dificuldades e preparar-se para atendê-las adequadamente. Terceirizar a mão de obra para as pequenas empresas é uma alavanca para os negócios. Um exemplo é a área de crédito e cobrança. Fazer a análise de crédito requer pessoal especializado e ferramentas de dados, um custo grande para uma PME. Contar com uma empresa que ofereça esse tipo de trabalho significa um ganho para o pequeno empreendedor, que, desta maneira, otimiza tempo e custos.

*Arthur Guitarrari é Gerente de Marketing e Novos Negócios da ZipCode, empresa especializada em prover informações para diversos segmentos do mercado.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.