5 CEOs de grandes empresas ficaram mais pobres no último ano. Veja quais

Por Redação | 28 de Agosto de 2012 às 17h52

Ter um milhão de dólares não foi o suficiente para alguns CEOs das principais empresas de tecnologia do mundo. Eles quiseram entrar na casa dos bilhões, mas nem tudo aconteceu conforme o programado.

Começar uma empresa de tecnologia, obter sucesso, levá-la a público e fazer muito dinheiro tem sido uma das principais formas de se tornar um milionário ao longo dos últimos 20 anos com o boom da internet.

Só que em 2011, muitos presidentes de grandes empresas viram seus investimentos e redimentos irem por água abaixo. O site Business Insider listou cinco CEOs que perderam grande parte de sua fortuna recentemente.

1. Kevin Systrom, CEO do Instagram

O cofundador e CEO do Instagram, Kevin Systrom, de 28 anos, fechou um acordo bilionário no começo do ano com o Facebook, onde a empresa de Mark Zuckerberg adquiriria o aplicativo por aproximadamente US$ 1 bilhão. Systrom ficaria com 40% da negociação - ou seja, US$ 400 milhões. Outros US$ 100 milhões ficariam com seu companheiro Mike Krieger e o restante seria dividido entre os investidores.

CEO Instagram Kevi Systrom

Além disso, os termos do acordo garantiram o pagamento em dinheiro pela empresa de US$ 300 milhões, somados a 23 milhões de ações do Facebook, que na época da negociação valiam US$ 23 cada. O que parecia ser um excelente negócio se transformou em uma grande perda.

A abertura das ações do Facebook na Nasdaq e seus baixos rendimentos apresentados logo em seguida, fizeram com que Kevin Systrom perdesse US$ 120 milhões de sua fortuna, ficando com US$ 280 milhões em sua poupança.

2. Mark Zuckerberg, CEO do Facebook

O IPO do Facebook mostrou-se um grande desastre, gerando especulações sobre o futuro da empresa e de seu próprio fundador, Mark Zuckerberg. Na época da abertura das ações, a empresa valia aproximadamente US$ 85 bilhões e Zuckerberg tinha uma fortuna estimada em US$ 20 bilhões.

Mark Zuckerberg logo Facebook

Os péssimos rendimentos no último trimestre fiscal e bruscas quedas nos valores de suas ações fizeram com que a fortuna de Zuckerberg diminuísse e hoje, ela está estimada em US$ 10 bilhões.

3. Reed Hastings, CEO do Netflix

Há um ano, o Netflix era uma das empresas 'queridinhas' de Wall Street com suas ações beirando os US$ 300, e com capitalização de mercado de US$ 16,5 bilhões. Hastings tinha um patrimônio líquido de US$ 900 milhões, na época.

CEO Netflix Reed Hastings

Um ano depois, as ações da empresa caíram cerca de 78% devido aos péssimos resultados do IPO da Qwikster, que elevou as taxas e fez com que milhares de assinantes deixassem o serviço. Além disso, a companhia ainda perdeu muitos dos seus principais acordos de licenciamento de conteúdo. Reed Hasting, por sua vez, está concentrando suas forças na venda de suas ações e hoje, seu patrimônio é de US$ 280 milhões.

4. Mark Pincus, CEO da Zynga

A produtora de jogos sociais teve um dos IPOs mais aguardados da história em dezembro de 2011. Na época, suas ações valiam US$ 9 cada e em poucos meses seu valor subiu para US$ 16, fazendo com que a empresa passasse a valer US$ 7,4 bilhões.

CEO Zynga Mark Pincus

O CEO Mark Pincus detém 67 milhões em ações da empresa, o equivalente a US$ 1,1 bilhão com base no valor do período de abertura dos papéis da companhia. Na época, Pincus gastou US$ 400 milhões para comprar 0,5% do Facebook, o que adicionou US$ 425 milhões à sua fortuna.

Assim como o Facebook, a Zynga também viu suas ações despencarem nos últimos três meses, reduzindo o valor da empresa em 80%. Com tantas perdas, Mark Pincus detém hoje uma fortuna estimada em US$ 425 milhões - ou seja, cerca de US$ 1,113 bilhão foram perdidos nesse período.

5. Andrew Mason e Eric Lefkosky, do Groupon

Antes das ações do Groupon se tornarem públicas, a empresa levantou mais de US$ 950 milhões em capital de risco, dos quais US$ 810 milhões foram usados para pagar investidores iniciais. O CEO Andrew Mason pagou a si próprio US$ 30 milhões e Eric Lefkofsky, um investidor, ficou com US$ 320 milhões.

Andrew Mason e Eric Lefkofsky Groupon

Mason e Lefkofsky, que possuem 46 milhões e 110 milhões investidos em partes da companhia, respectivamente, se tornaram do dia para a noite multimilionários quando a empresa entrou na Nasdaq em novembro de 2011, com suas ações sendo vendidas por US$ 26 cada.

O patrimônio líquido de Mason aumentou para US$ 1,4 bilhão quando as ações chegaram a US$31, e a fortuna de Lefkosky chegou a US$ 3,4 bilhões. Infelizmente, ao longo dos últimos nove meses o Groupon perdeu 85% do seu valor devido ao lento crescimento de vendas, reduzindo a fortuna de Mason para US$ 230 milhões e a de Eric Lefkofsoky para US$ 800 milhões.

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