Computação na nuvem ainda é pouco adotada por pequenas e médias empresas

Por Redação | 05.07.2013 às 06:15

De acordo com uma pesquisa realizada pela Oxford Economics, pequenas e médias empresas estão mais interessadas em business intelligence, mobilidade e negócios sociais do que em computação na nuvem. O estudo contou com as respostas de mais de 2.100 executivos em 21 países, e foi divulgado pelo ItBusiness.

A descoberta de que a computação na nuvem não foi amplamente adotada pelo grupo entrevistado foi uma surpresa. Edward Cone, editor e analista sênior da Oxford Economics, acredita que a importância da nuvem não diminuiu, mas outras tecnologias, como as já citadas business intelligence, mobilidade e negócios sociais, a superaram.

A pesquisa foi realizada com CEOs, CIOs, CFOs, diretores de vendas e diretores de marketing, e a Oxford Business considerou pequenas e médias empresas aquelas com receita entre US$ 20 milhões e US$ 750 milhões. Edward Cone determinou quatro temas principais no estudo:

1. As PMEs devem planejar operar em uma base global ou encarar o fato de que outra PME estrangeira vai entrar em seu lugar no mercado. "O percentual de receita fora da sede está crescendo rapidamente. A tecnologia tornou-se uma necessidade para a globalização. As PMEs podem colaborar no interior de uma rede de negócios de parceiros, clientes e fornecedores", disse Cone.

2. Investir em novas tecnologias parece ser uma das prioridades estratégicas das pequenas e médias empresas. Quase dois terços dos entrevistados acreditam fortemente que a tecnologia pode ajudar as empresas a alcançar a longevidade e o crescimento sustentável. No geral, 35% dos entrevistados se identificam como early adopters, e o número sobe para 47% nas empresas norte-americanas. Além disso, menos de um terço dos entrevistados acredita que sua empresa tem capacidade de tecnologia superior à de seus concorrentes.

3. Existe ainda um elemento humano que deve ser levado em consideração. Fatores como a cultura e as habilidades são fundamentais para as PMEs, afirma Cone. "As PMEs estão com dificuldade em encontrar as pessoas certas – 40% dizem que encontrar trabalhadores com as competências adequadas é um problema", explica o analista. O déficit de competências está empacando os projetos de BI e de computação na nuvem das pequenas e médias empresas.

4. Finalmente, a inovação tornou-se um grande diferencial para as PMEs. Os mercados em desenvolvimento estão capacitando seus consumidores com produtos e serviços que fortalecem o relacionamento dos clientes com a tecnologia. A pesquisa apontou que a idade média dos executivos das PMEs é 32 anos. "Essas pessoas nasceram com a tecnologia. Eles são usuários e consumidores, e isso está ajudando uma nova geração de PME a aprender como lidar com a tecnologia", acrescentou Cone.