CEO do Snapchat explica por que rejeitou oferta de compra pelo Facebook

Por Redação | 07 de Janeiro de 2014 às 13h35

Para muitos empresários, uma proposta de compra proveniente de grandes empresas como Google ou Facebook pode parecer um sonho. Para Evan Spiegel, um dos fundadores do Snapchat, a ideia de receber muito dinheiro e obter lucros em curto prazo não pareceu nada interessante, a ponto de ser rejeitada quando a rede social ofertou US$ 3 bilhões pelo serviço de compartilhamento de fotos.

Em matéria de capa da revista americana Forbes, o jovem executivo dá alguns detalhes sobre o andamento da negociação mal-sucedida. Spiegel conta que as primeiras reuniões sobre o assunto aconteceram no final de 2012, quando Mark Zuckerberg, o presidente do Facebook, viajou até sua cidade-natal, nos arredores de Los Angeles, para fazer sua oferta.

Após a recusa, o CEO do Facebook tentou assustar Spiegel e seu parceiro, Bobby Murphy, afirmando que a rede social estaria prestes a lançar um aplicativo que iria esmagar o Snapchat. Trava-se do Facebook Poke, que tentava reinventar a função “Cutucar” e acabou não caindo no gosto do público.

Isso acabou renovando a confiança dos fundadores do Snapchat, que rejeitaram uma segunda proposta do Facebook, feita meses depois. Segundo Spiegel, a forma como a negociação foi conduzida exibiu as fraquezas de uma das maiores empresas de tecnologia da atualidade, revelando uma oportunidade que parecia boa o suficiente para continuar sendo aproveitada.

A iniciativa deu certo. O Snapchat é um dos mais populares aplicativos de troca de imagens por meio de smartphones e, recentemente, obteve um financiamento de US$ 50 milhões para continuar expandindo seus serviços. Caso a venda para o Facebook tivesse sido concretizada, Evan Spiegel e Bobby Murphy receberiam cerca de US$ 750 milhões cada um.

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