Brasileiros e argentinos são os menos confiantes no mercado latino-americano

Por Redação | 22 de Janeiro de 2014 às 10h50

O Page Group realizou um estudo com 614 executivos na América Latina com o objetivo de identificar as perspectivas dos profissionais para o ano de 2014. O resultado indica que brasileiros e argentinos são os menos confiantes para este ano.

A pesquisa, que contou com a colaboração de 191 executivos brasileiros, avaliou as impressões dos profissionais em relação a inflação, juros, cotação do dólar, PIB e taxas de desemprego. O levantamento foi feito entre os meses de novembro e dezembro de 2013.

Para Patrick Hollard, Diretor do PageGroup na América Latina, os executivos estão cautelosos em relação ao ano que está começando. “Os resultados do ano de 2013 não mostraram o crescimento previsto, gerando frustração em muitas esferas da economia. Com isso, a projeção dos critérios para 2014 acabou se tornando um reflexo desta situação”, explica.

Segundo o estudo, 56% dos executivos brasileiros acreditam que o PIB do país deve se manter estável, sem crescimentos. Enquanto isso, no México, 50% dos entrevistados acreditam que o PIB deverá “crescer satisfatoriamente” ao longo de 2014.

No Brasil, a inflação é um tema delicado, juntamente com a alta assustadora do dólar. Por aqui, 40% dos entrevistados acreditam em um aumento ainda maior da inflação, enquanto 44% acham que o dólar não deve parar de valorizar. Na Argentina, o medo da alta do dólar é ainda mais expressivo: 92% dos argentinos acreditam em um aumento constante do dólar ao longo de 2014.

Já quando o assunto é desemprego, os brasileiros são otimistas: somente 23% acreditam que as taxas de desemprego devem subir no Brasil. Os argentinos, de olho na crise, têm uma impressão oposta: para 62% deles o desemprego deve aumentar no país.

Investimentos

Mesmo com toda essa perspectiva negativa, 73% dos executivos entrevistados em toda a América Latina acreditam que os investimentos devem ser mantidos ou até mesmo aumentarão durante este ano. No Brasil, os entrevistados foram mais cautelosos e apenas 45% deles afirmam que os investimentos no país devem aumentar ou manter o padrão de 2013 – mesmo considerando a Copa do Mundo.

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