Avanço tecnológico deve reduzir empregos disponíveis na indústria de tecnologia

Por Redação | 26 de Maio de 2014 às 09h48

Durante o evento XPrize Visioneering, voltado para os empreendedores do Vale do Silício, o venture capitalista Steve Jurvetson fez uma previsão que parece ter sido retirada do auge da Revolução Industrial. Para ele, o avanço tecnológico deve continuar a expandir o abismo entre ricos e pobres e, em um futuro próximo, aumentar significativamente o desemprego na medida em que muitos postos de trabalho serão ocupados por robôs.

Apesar de normalmente se intitular como otimista, o sócio da firma de investimentos DFJ tem uma ideia bastante sombria do mundo que está diante de nós. Para ele, segundo conta o site Fast Company, o ritmo de avanço da tecnologia segue de maneira bem destacada da evolução da economia mundial, apesar de ambos estarem conectados de forma direta.

E é justamente esse o aspecto decisivo que deve contribuir para a desigualdade social. Na opinião dele, cada vez mais indústrias passarão a contar com a tecnologia da informação como parte integrante de seus negócios, utilizando softwares para automatizar trabalhos de análise e controle de produção, por exemplo, que hoje são feitos por humanos.

O resultado disso será uma espécie de “exclusão tecnológica”, com uma pequena fatia da sociedade – no caso, as empresas de TI – controlando os meios de produção e informação, enquanto o restante da população vê cada vez mais postos de trabalho sendo automatizados. Uma nova tendência, mas que continuará tornando os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.

A previsão de Jurvetson é de um mundo com índices de desemprego na casa dos 80% e onde boa parte dos trabalhos, não apenas de produção, mas também análise e controle, foram automatizados. Os trabalhos do futuro, hoje, acabarão por se tornar os motores do desemprego em alguns anos.

Para evitar esse tipo de situação, o venture capitalista sugere uma mudança em eventos como o próprio XPrize Visioneering, que oferece prêmios para especialistas que resolverem alguns dos principais dilemas tecnológicos. A ideia é expandir esse escopo e focar em soluções que possam garantir o bem-estar da população por meio de planos de saúde e uma “transição pacífica” para um mundo mais automatizado e tecnológico.

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