Ambiente corporativo: quando reinventar a roda é preciso

Por Colaborador externo | 21 de Julho de 2014 às 08h50

Em um ambiente cada vez mais competitivo, as empresas a cada dia precisam encontrar caminhos para se reinventar, mas isso não se traduz apenas no lançamento de novos produtos ou novas marcas. Muito se estuda o comportamento da concorrência e dos preços, os hábitos do consumidor e os impactos das inovações, mas quantos empreendedores são capazes de “olhar para dentro de suas estruturas” e ter uma nítida ideia do que está realmente contribuindo para o crescimento da empresa ou para o que está estagnando a sua performance, aumentando os custos operacionais e impactando negativamente nos resultados?

A informatização muito tem ajudado empresários e gestores a conseguirem indicadores mais eficazes e transparentes e, com isso, a identificação de falhas em processos ou de pessoas fica cada vez mais evidente, o que é extremamente positivo, pois mudanças de rota podem ser propostas antes que a receita ou a imagem da companhia sejam efetivamente afetadas.

Fazer o mesmo de uma forma diferente, ou reinventar a roda como muitos dizem, portanto, geralmente é uma das principais soluções. Para isso, repensar em como integrar três pilares essenciais para a prosperidade de um negócio (equipes, processos e tecnologia) é imprescindível.

Nesse sentido, um dos grandes problemas enfrentados pelas organizações modernas é a retenção de conhecimento. Com baixo investimento em tecnologia de ponta e um alto turnover, muito dos históricos das companhias acabam se perdendo ao longo do tempo. Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half, divulgada no final de 2013, o turnover de funcionários cresceu 38% no mundo todo, nos últimos três anos. Olhando só para o Brasil, o número foi bem maior: a rotatividade do quadro de colaboradores aumentou 82%.

Segundo Marcos Paulo Malagola, Diretor Executivo da Trinus, empresa do Grupo Mega Sistemas Corporativos, o conhecimento é um ‘ativo’ primordial de uma empresa e não pode estar restrito às pessoas. “A gestão do conhecimento, inclusive, está diretamente ligada a outro desafio importante dentro das organizações: a continuidade do negócio. Fatores imprevisíveis, sejam eles externos ou internos, podem afetar a capacidade da corporação de oferecer seus produtos e serviços. Portanto, os processos têm que ser minuciosamente mapeados e registrados, para que o turnover não venha a comprometer a reputação da empresa junto aos seus stakeholders”, explica.

O executivo acredita que resolver este e outros problemas relacionados à gestão de projetos é uma questão de autoconhecimento, neste caso, corporativo. “Na maioria das vezes só é possível identificar as deficiências de uma equipe ou de uma organização quando nos debruçamos profundamente sobre os procedimentos internos enraizados naquele ambiente, na forma como essas pessoas realizam as tarefas do dia a dia, como se relacionam entre si, com suas hierarquias e como lidam com a rotatividade de colaboradores”, destaca Malagola.

Após identificar a necessidade da companhia, isolando sintomas como desorganização e dificuldades de retenção de conhecimento, é possível implementar as medidas certas para que os gestores possam desmitificar o que realmente está impactando em seus resultados e, assim, reverter satisfatoriamente o quadro.

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