6 dicas para sair do mundo corporativo e empreender

Por Redação

O aumento do medo do desemprego e as crescentes frustrações no ambiente de trabalho estão desafiando os empregados a repensar suas carreiras fora do mundo corporativo. Já que são os empregados que tocam o negócio e têm o conhecimento sobre a evolução das necessidades do mercado, muitos (independente da hierarquia ou posição) acreditam que podem preencher lacunas que seus empregadores muitas vezes ignoram. Outro pensamento comum é que podem criar novos nichos de mercado que as empresas em que trabalham são muito grandes para atuar ou então simplesmente nem consideram a questão.

Embora os empregados estejam ficando mais inspirados e inquietos para testar seus espíritos empreendedores, a maioria está despreparada para encarar o fato de que eles terão que pagar seus próprios salários, investir em suas próprias ideias e ainda se responsabilizar por criar uma demanda para esse novo mercado. É muito fácil criticar as oportunidades de mercado que o chefe ignora ou ser muito otimista sobre a crianção de demandas inéditas no mercado, pensando que sua experiência lhe dá capacidade de desenvolver ambos os cenários. Mas o verdadeiro teste das habilidades para fazer essa mudança do mundo corporativo para o empreendedor é saber se você tem paciência, tranquilidade mental e relativa exposição ao mercado para enfrentar a realidade. Afina de contas, você está apostando tudo e confiando que vai dar certo, mesmo sem a segurança de uma organização estruturada, capital disponível, marca consolidada no mercado, capital intelectual, know-how, recursos, entre outros requisitos.

"Tendo feito essa transição do mundo corporativo para o empreendedorismo há quase 20 anos, eu vivi e conheci cara a cara a realidade do que é necessário e importante para alcançar o sucesso. Uma coisa é certa: não existe um modelo padrão para aproveitar as oportunidades e nem para lidar com as adversidades que você vai encontrar. Empreender é difícil, mas não impossível. Exige muita força de vontade, perseverança e crença em você mesmo. No final das contas, é necessário atender a oportunidade de mercado identificada e ao mesmo tempo ser simpático, intrigante e exclusivo o suficiente para que um potencial cliente ou investidor separe um tempo para ouvi-lo.", diz Glenn Llpis, redator da Forbes.

Dicas importantes

Você tem que aprender como desenvolver sua criatividade ao longo dessa jornada, como ser corajoso e mensurar o nível de exposição suficiente para testar suas ideias e seus ideais. Com o passar do tempo, isso vai fortalecer o seu conhecimento, ampliar sua capacidade influência e ajudar a focar em oportunidades estratégicas, para que no final você colha os frutos de todo o esforço. E é exatamente nesse ponto que você pode começar a trabalhar com novas ideias novamente, pois elas vão se sustentar a partir de toda influência e significado que foi criado anteriormente.

1- Faça um bom gerenciamento de recursos

É preciso realizar bastantes cálculos antes de se aventurar nessa empreitada, a liquidez do negócio tem que ser avaliada não somente em relação ao caixa, mas também ao recursos e às pessoas. Após finalizar o planejamento dos recursos necessários e encontrar o número final, dobre esse valor encontrado. Evite ser pego de surpresa, se antecipe aos acontecimentos inesperados, esteja atento a todos o detalhes antes que as circunstâncias o obrigue a tomar medidas drásticas.

Os primeiros seis meses do negócio pode sem imprevisíveis e causar um choque de realidade, esteja preparado para tudo. Lembre-se, no mundo corporativo os funcionários trabalham com os recursos à mão, mas como empreendedor, você vai se dar conta do quão valioso esses recursos são, especialmente quando sub-utilizados e desperdiçados.

2-Trabalhe sua resistência mental

Frustrações no mundo corporativo testam a resistência mental dos empregados, mas todo final do mês o salário cai na conta religiosamente. Já como empreendedor, você precisa do seu cérebro trabalhado para suportar o fato do mercado não aceitar o valor do seu produto, não porque ele não merece, mas sim porque talvez seu marketing não esteja funcionando como você esperava. Pode ser que o seu produto realmente resolva problemas até então ignorados, mas se os seus potenciais clientes não o enxergarem, então a demanda nunca existirá. Sem a perseverança e a força de vontade necessárias, pode ser que o seu negócio fique patinando por muito tempo até prosperar definitivamente. A sua capacidade mental é uma grande aliada nessa jornada, ela é necessária para manter o sangue frio em situações de crise e separar as emoções do foco do trabalho quando necessário.

3- Tenha paciência

Se você acha que sua paciência está sendo testada no mundo corporativo, espere até você se tornar um empreendedor. No seu emprego você pode compartilhar suas frustrações com seus companheiros, extravasar seu stress no happy hour e voltar no outro dia com as energias renovadas. Quando você está sozinho tocando seu negócio, percebe que tem pouco controle sobre as respostas dos clientes e pode se sentir desanimado e sem esperanças de superar os momentos ruins.

Em um primeiro momento, o silêncio pode ser doloroso e colocar sua capacidade mental em xeque. Nesse momento é preciso ter, acima de tudo, paciência e tranquilidade. Quando você começar a se sentir triste e com vontade de largar tudo, saia da frente do computador e vá tomar um ar fresco. Vá caminhar, dar uma corrida, procure um lugar calmo e sereno para refletir e relaxar. Reconheça seu sucesso atual e perceba o quão longe já chegou nesse novo mundo competitivo. Se você não conseguir se controlar e deixar o stress tomar o controle, poderá acabar tomando decisões erradas e muitas vezes difíceis de remediar. Quanto mais sua paciência for testada, mais resistente e apurada ela será frente a situações diversas.

4-Foque na sua marca

Muitas vezes, aqueles que migram dos seus empregos para abrir um novo negócio acreditam que por terem trabalhado por anos em uma grande e poderosa empresa, portas vão simplesmente se abrir e facilitar sua entrada no mercado. Pode ser que há 20 anos isso ocorresse, mas infelizmente hoje não é bem assim. O mercado atual é exigente, quer inovação, soluções de baixo custo, ferramentas para ajudar o próprio negócio crescer e prosperar.

O nome do seu antigo emprego pode até ajudar, mas sozinho não faz muita coisa. Isso porque quando você saiu da empresa não levou os recursos, o dinheiro e as alianças formadas. Na verdade, fazer uma grande propaganda pode até atrapalhar se o cliente que você está tentando captar tiver passado por uma experiência ruim com a marca divulgada. Resumindo, a sua marca é com a qual você de se preocupar e se dedicar, ela que precisa ganhar valor e reconhecimento no mercado.

5- Monte um Conselho Consultivo

Deixe seu ego de lado e tenha um pouco de humildade. Durante essa nova empreitada, você vai se dar conta de que existem assuntos que não conhece e não entende. Principalmente se você estiver só ou fizer parte de um pequeno grupo, se não tiverem o conjunto necessário de conhecimento e habilidades para seguir em frente, em pouco tempo seu negócio vai quebrar. Para que isso não aconteça, monte um conselho consultivo para que você possa se apoiar. Ele dever ser composto de pessoas que você conhece e em quem confia, que estejam prontas para desafiar e questionar suas ideias. As pessoas certas e com os conhecimentos adequados podem ajudar você a sentir mais seguro, confiante e com as bases necessárias para tomar decisões estratégicas.

6- Acredite em você mesmo

Isso é o que normalmente as pessoas ouvem falar quando dizem que vão abrir um negócio, entretanto é o mais difícil de fazer. A crença é uma palavra forte, com significado profundo e determinação como pressuposto. A crença em si mesmo é a capacidade de confiar em si, mesmo contra todas as possibilidades. É saber que você tem uma chance de fazer dar certo, é a capacidade de se levantar quando as coisas não saem como planejado. Acreditar em você mesmo te dá esperança e auto-confiança para continuar avançando e desenvolvendo sua criatividade, amplia suas percepções e te dá uma visão de 360 graus, permitindo ver mais além e muito mais do que o óbvio.

O mercado continua a nos lembrar que é cada vez menos o negócio que define o indivíduo, mas sim o indivíduo que define o negócio, por isso essa transição do mundo corporativo para o empreendedor pode ser uma viagem particular e isolada. Ao invés de se comparar aos outros e questionar suas decisões, faça um balanço dessas seis considerações para avaliar seu nível de disposição para o empreendedorismo. Crie um ambiente para manter sua atitude inovadora, suas crenças fortes, suas ideias vivas.

Fonte: Forbes

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