2016: o ano de agir e seguir em frente

Por Colaborador externo | 05 de Abril de 2016 às 10h20

Por Laércio Cosentino*

Chega de ficar de braços cruzados e simplesmente repetir o mantra de que o país está em crise. Ao invés de esperar apenas por reação do lado do governo, cabe a cada um de nós olhar para o espelho, para dentro de casa e analisar quais as mudanças, mesmo que pequenas, podem ser colocadas em práticas para virar o jogo. Vamos olhar para a nossa cadeia de valor, de fornecedores a clientes, para a nossa rede de relacionamentos e decidir qual a melhor forma de investir e avançar de forma consciente.

Assimilar de vez a frase: “É o que temos neste momento”.

O ano de 2016 promete ser parecido, em vários aspectos, com o que enfrentamos em 2015, em especial nas questões relacionadas com a economia e perspectivas de crescimento. Por isso, cada empresário deve fazer a sua lição de casa, que começa por entender a transformação que nossa sociedade está passando e os efeitos dessas mudanças nos relacionamentos entre empresas, clientes e consumidores. Começar a agir, sugerir novas formas de negócio, ser mais criativo, apostar em talentos, olhar para todo o ecossistema ao redor e ouvir a necessidade do mercado são algumas das iniciativas que podem ser colocadas em prática agora. E quanto mais empresários as fizerem, melhor!

Segmentar o mercado em que se atua também já se mostrou ser uma estratégia sólida. Afinal, é preciso oferecer sempre um produto especializado, de acordo com as necessidades de cada cliente. E mais, é fundamental estar atento em como esse cliente quer receber ou pagar por isso. Estruturar novos modelos de negócio pode ser interessante para ambos os lados. No caso do setor de TI, trocar a venda de licenças por assinaturas mensais, por exemplo, tem se mostrado benéfico tanto para as empresas, que enxergam a necessidade de ter um controle mais eficiente de sua gestão, mas querem diluir o investimento em prestações mensais, como para as desenvolvedoras de sistemas. Isso permite que elas invistam mesmo em um momento difícil, mas sem onerar suas finanças.

Isso se apresenta como uma estratégia eficiente e aplicável em vários ramos de atividades. Como na escolha que fazemos ao pagar mensalidades para assistir filmes no conforto da nossa casa ou para ouvir as músicas que gostamos de forma ilimitada. Acreditamos na máxima de que um negócio só é bom se o for para ambos os lados. Pensar e trabalhar junto ao cliente é essencial. Sempre deu e continuará dando certo. Não é mágica, é relacionamento e modelo de negócio.

Outro ponto importante de discussão é pensar em soluções e serviços que ajudem pessoas e empresas a se tornarem mais eficientes. Para isso, a tecnologia mais uma vez se mostra uma grande aliada. No mercado há ferramentas de produtividade e colaboração corporativas que oferecem, em um ambiente seguro, a simplificação e otimização de processos de negócios. Como resultado do seu uso, as equipes ganham agilidade e assertividade para realizarem tarefas cotidianas, aumentando efetivamente a produtividade e reduzindo custos.

Ter e reter as pessoas certas também é um ponto fundamental para garantir mais produtividade. Talvez algumas empresas precisem repensar seus modelos de contratação. Como? Se atentando mais aos novos comportamentos dos jovens que estão chegando ao mercado de trabalho para que eles se tornem parceiros e colaborem com essas novas ideias tão necessárias para o momento que estamos vivendo. Se a empresa não consegue atender às necessidades internas de seus colaboradores, será que conseguirá atender às demandas de seus clientes?

Eu continuo acreditando, sempre! Mas sem tirar os pés do chão. Afinal, sabemos que uma hora esse momento ruim vai passar e aqueles que se prepararem, sairão fortalecidos.

*Laércio Cosentino é fundador e CEO da TOTVS, maior empresa de soluções de negócio, plataforma e consultoria da América Latina, 55 anos, é formado em Engenharia Eletrotécnica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

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