Versão 66 do Chrome vai silenciar vídeos automaticamente

Por Felipe Demartini | 23 de Março de 2018 às 11h23
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A próxima versão do Google Chrome vai introduzir, finalmente, uma funcionalidade dos sonhos de muitos usuários: o silenciamento automático de vídeos. A partir da atualização número 66, que ainda não tem data para ser lançada, um algoritmo vai definir se o usuário está interessado nos vídeos reproduzidos automaticamente. Caso contrário, o som será silenciado sem a necessidade de interação.

Para que o áudio seja tocado de forma automática, por outro lado, alguns critérios deverão ser seguidos, de acordo com o engajamento do usuário com a página específica. O principal deles é a interação, com o som sendo reproduzido caso o utilizador tenha clicado no site ou rolado sua página a partir do início, nem que seja apenas um pouco. Para a Google, essa é a principal indicação de que ele está interessado no conteúdo.

Além disso, outros requisitos também serão levados em conta, como a adição de um site à lista de favoritos ou à tela inicial do celular, no caso da versão mobile do Chrome. No sentido inverso, é claro, sites que o usuário já marcou como indesejáveis para reprodução automática, em um recurso disponível desde a versão 64 do navegador, jamais terão as permissões para fazerem isso.

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O recurso se aplica, principalmente, às abas abertas, mas ainda não visualizadas, fruto de links em outros sites, por exemplo. Essa é uma batalha que a Google já vem travando há algum tempo, primeiro com a simples inclusão de um ícone de caixa de som nas abas e seguindo com mais e mais funcionalidades de silenciamento.

O algoritmo também vai levar em conta características do conteúdo em si, como forma de diferenciar, por exemplo, um anúncio invasivo de um vídeo informativo. Os clipes devem ocupar, no mínimo, um espaço de 200 x 140 pixels na tela e contarem com trilha de áudio desde seu início até a marca mínima de sete segundos. Assim, eles serão considerados “significativos” e não serão silenciados caso não estejam visíveis na tela e sigam os critérios anteriores.

De acordo com a Google, a fixação de especificidades desse tipo serve para diferenciar sites legítimos, como o YouTube, da própria empresa, daqueles que tentam inflar artificialmente os números de visualizações com reproduções automáticas, incomodando os usuários no processo. A base do novo sistema é uma tecnologia chamada MEI, ou Índex de Engajamento com Mídia, na sigla em inglês, que já serve para outras funcionalidades do navegador.

A versão 66 do Chrome também traz novos recursos relacionados ao streaming de conteúdo, com uma avaliação melhor do computador ou celular do usuário de forma a entregar a melhor qualidade de vídeo possível. A ideia, aqui, é não estressar o equipamento com resoluções que ele não é capaz de exibir, ao mesmo tempo em que o conteúdo é reproduzido de maneira adequada.

Como sempre, a atualização do Chrome será gratuita, mas a Google ainda não definiu uma data específica para o lançamento da versão 66.

Fonte: ExtremeTech

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